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Recinto do Folclore completa 40 anos e reforça legado do FEFOL

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Quatro décadas depois de sua inauguração, o Recinto do Folclore se consolida como símbolo da expansão do FEFOL e guardião da cultura popular brasileira em Olímpia.

O crescimento de um festival transformou a paisagem cultural de uma cidade. Criado pelo professor José Sant’anna na década de 1950, o Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) deixou de ser uma iniciativa escolar para se tornar uma das maiores celebrações da cultura popular do país. Em 1986, durante a 22ª edição, esse avanço ganhou forma concreta com a inauguração do Recinto do Folclore Professor José Sant’anna, espaço que hoje completa 40 anos.

“O Recinto do Folclore é mais do que um espaço físico… é a casa que o professor José Sant’anna construiu para o nosso povo.”

Antes disso, o festival ocupava áreas centrais como a Praça da Matriz e o Centro de Esportes “Olyntho Zambom”. O aumento do público e das apresentações exigiu uma estrutura permanente. Assim surgiu o complexo que, pela primeira vez, ofereceu um espaço planejado exclusivamente para o evento, ampliando sua capacidade e organização.

De iniciativa escolar a referência nacional

O impacto do trabalho de José Sant’anna ultrapassou a criação do festival. Pesquisador e folclorista, ele dedicou sua vida à preservação das manifestações populares brasileiras, conectando grupos de diferentes regiões e consolidando Olímpia como referência nacional no tema.

O reconhecimento veio também na nomeação oficial do espaço, que passou a carregar seu nome. Mais do que uma homenagem, o Recinto tornou-se um centro permanente de memória, reunindo arena de apresentações, pavilhões culturais, áreas de convivência e o Museu do Folclore.

Um espaço que acompanha gerações

Na 62ª edição do FEFOL, realizada de 1º a 9 de agosto de 2026, o Recinto reafirma sua função como ponto de encontro entre culturas. Durante nove dias, milhares de artistas e visitantes ocupam o espaço, mantendo viva a proposta original do festival: valorizar e difundir as tradições populares brasileiras.

A edição deste ano, com o tema “Aquele Abraço”, reúne mais de 70 grupos, sendo mais de 50 vindos de 21 estados e outros 20 da própria cidade. Ao todo, são mais de 130 apresentações noturnas e cerca de 50 atividades diurnas, envolvendo aproximadamente 2.800 participantes e um público estimado em 180 mil pessoas.

Para a secretária de Cultura, Priscila Foresti, o espaço representa continuidade e cuidado com a história. Já o prefeito Geninho Zuliani destaca o papel do professor na transformação de Olímpia em um polo cultural. Quatro décadas depois, o Recinto segue cumprindo a missão de ser mais do que palco: um ponto de encontro entre passado e futuro.

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