Especialistas alertam para riscos de anafilaxia com frutos do mar no verão e indicam alternativas nutricionais seguras para manter o equilíbrio alimentar.
Com o verão, pratos à beira-mar ganham popularidade em Minas Gerais. Assim, a alergia a frutos do mar exige atenção redobrada de consumidores e estabelecimentos. A OMS estima que 200 a 250 milhões de pessoas no mundo tenham alergia alimentar.
Riscos de anafilaxia em frutos do mar
O Better Health Channel aponta que a alergia a frutos do mar afeta mais adolescentes e adultos. Uma em cada 100 pessoas sofre com isso. Dr. Pedro Celeste Valadares, alergista da Afya Educação Médica de Belo Horizonte, explica o mecanismo.
Para tentar nos proteger, ele libera várias substâncias químicas na corrente sanguínea, desencadeando uma reação exagerada. Os vasos sanguíneos se dilatam e deixam escapar líquidos, o que provoca inchaço, coceira e vermelhidão.
Reações imediatas surgem minutos após a ingestão, com urticária ou anafilaxia. Reações tardias causam vômitos ou diarreia horas depois. Estudos da Thermo Fisher Scientific mostram taxa de anafilaxia de 42% em adultos e 12% em crianças.
Alternativas nutricionais seguras
Dra. Juliana Couto Guimarães, nutróloga da Afya de Montes Claros, orienta substituições. Ômega-3 vem de linhaça, chia, nozes e suplementos de algas com DHA e EPA. Zinco surge em carnes, ovos, feijão e sementes.
Proteínas substituem por leguminosas, tofu e shakes. Para imunidade, inclua frutas vermelhas, cúrcuma e vegetais verdes. Vitamina C de acerola e kiwi fortalece o sistema. Selênio da castanha-do-pará ajuda também.
Suplementos também podem ser úteis, avaliados individualmente por um profissional de saúde, incluindo DHA de algas, curcumina, vitamina D, vitamina C, probióticos e quercetina.
