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Botox mal aplicado pode causar queda da pálpebra

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Relato de queda na pálpebra após aplicação de botox reacende debate sobre segurança do procedimento e riscos à saúde ocular quando a técnica é inadequada.

O caso do apresentador Felipe Pereira, que relatou publicamente uma queda na pálpebra após aplicação de toxina botulínica, trouxe à tona dúvidas sobre os riscos do procedimento estético. Embora amplamente utilizado e considerado seguro, o botox pode provocar complicações quando não é aplicado com precisão.

A toxina botulínica é segura quando aplicada corretamente, mas pode causar efeitos indesejados se atingir músculos fora da área planejada.

Segundo a oftalmologista Dra. Cristiane Okazaki, gestora da especialidade de plástica ocular do H.Olhos, a chamada ptose palpebral ocorre quando a substância atinge o músculo responsável por levantar a pálpebra. O efeito é o enfraquecimento da musculatura, resultando na queda.

Entre as causas possíveis estão técnica inadequada, aplicação muito próxima da região sensível, dose incorreta, características anatômicas do paciente ou até manipulação da área logo após o procedimento.

Quando o efeito vai além da estética

Além da ptose, outras alterações podem surgir quando a aplicação não segue critérios técnicos rigorosos. Assimetria entre os olhos, visão dupla e dificuldade para fechar completamente as pálpebras estão entre os problemas relatados.

Na maioria dos casos, os sintomas são temporários e desaparecem entre dois e quatro meses, conforme o efeito da toxina diminui. Ainda assim, o impacto no dia a dia pode ser significativo durante esse período.

Sinais que exigem atenção imediata

Alguns efeitos são considerados esperados, como pequenos hematomas ou leve desconforto. Outros, porém, indicam necessidade de avaliação médica rápida.

Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação com um oftalmologista o quanto antes.

Como reduzir riscos antes e depois

Quando surgem complicações, o tratamento costuma ser conservador, acompanhando o tempo de ação da toxina. Colírios lubrificantes e pomadas ajudam a proteger a superfície ocular, enquanto alguns medicamentos podem amenizar a queda da pálpebra em casos específicos.

A prevenção, porém, começa antes da aplicação. A escolha de um profissional qualificado e a avaliação detalhada da região periocular são decisivas para reduzir riscos.

Alterações pré-existentes, como assimetrias ou leve queda da pálpebra, devem ser identificadas previamente. A especialista reforça que o preço não deve ser o principal critério na escolha do profissional, especialmente em uma área tão delicada.

Para a médica, a busca estética precisa caminhar junto com a segurança. A região dos olhos envolve estruturas essenciais não apenas para a aparência, mas para funções fundamentais como proteção ocular e visão.

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