A meta de elevar para 70% a fabricação nacional de medicamentos e insumos do Sistema Único de Saúde até 2033 colocou a autonomia sanitária e o déficit comercial no centro das discussões industriais do país.
O anúncio foi detalhado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante o Fórum Saúde realizado no CICB, em Brasília, nesta quarta-feira, 19 de agosto. Segundo o gestor, a indústria nacional responde atualmente por aproximadamente metade dessa demanda, cenário que impõe desafios estratégicos diante do mercado global.
Saúde é o segundo déficit da balança comercial brasileira. O primeiro é tecnologia da informação. Produzimos pouco e importávamos muito em uma área estratégica. A meta é até 2033 chegar a 70% no complexo industrial da saúde.
Balança comercial e expansão no mercado externo
A necessidade de ampliar as exportações brasileiras também foi enfatizada como caminho de equilíbrio econômico. Com apenas cerca de 2% do mercado global sob domínio nacional, mecanismos de suporte financeiro público foram destacados para impulsionar a competitividade de empresas locais no exterior.
No campo regulatório, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária atua para agilizar o ingresso de produtos brasileiros em outros territórios. Parcerias com nações latino-americanas têm acelerado o reconhecimento das análises sanitárias do país, consolidando novas rotas comerciais.
Soberania sanitária e incentivos tributários
Autoridades do Judiciário e do Executivo reforçaram que o domínio tecnológico em saúde é matéria de segurança estatal para evitar o desabastecimento em momentos de crise global. A estrutura fiscal também passou por ajustes recentes, incluindo alíquota zero para linhas essenciais de cuidado e redução tributária para serviços do setor.
Paralelamente, o desenvolvimento de novas terapias em solo brasileiro registrou marcos fabris recentes, a exemplo de medicamentos de alta demanda metabólica aprovados para fabricação local, ampliando o acesso a tratamentos antes restritos pela dependência de importações.

