Uso contínuo de enxaguante bucal como complemento à higiene pode reduzir casos de periodontite, ampliar qualidade de vida e gerar economia bilionária no país.
Uma análise apresentada no Congresso da SOBRAPI aponta novas relações entre prevenção, saúde bucal e impacto econômico. O estudo, intitulado “Impacto Clínico-Econômico de Enxaguatório Bucal com Óleos Essenciais na Doença Periodontal: Uma Avaliação Econômica Baseada em Modelo”, foi desenvolvido com dados inéditos sobre efetividade clínica e qualidade de vida.
A pesquisa avalia o uso de enxaguante bucal com óleos essenciais como complemento à escovação e ao fio dental. O foco está no controle da placa bacteriana e na prevenção de doenças periodontais, condição que atinge bilhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A saúde começa pela boca e a prevenção pode evitar a progressão de doenças periodontais.
Simulação revela efeito ao longo de uma década
Para chegar aos resultados, os pesquisadores simularam o acompanhamento de 1.000 adultos durante 10 anos. Nesse cenário, o uso do enxaguante como terceiro passo da higiene evitou que 43 pessoas desenvolvessem periodontite, uma das principais causas de perda dentária.
Além disso, indivíduos que mantiveram uma rotina completa — escovação, fio dental e enxaguante — tiveram, em média, cinco meses a mais de vida sem a doença quando comparados aos que adotam apenas a higiene básica.
Impacto vai além da saude individual
Os dados indicam também reflexos financeiros. A prevenção pode gerar economia individual de até R$ 1.600 ao evitar tratamentos odontológicos mais complexos.
Em escala populacional, o impacto se amplia. Considerando um universo de 1 milhão de pessoas, a redução de casos pode representar economia de até R$ 1,6 bilhão em 10 anos. O número ganha relevância em um país onde 96,5% da população apresenta algum grau de doença periodontal.
Mudanca de percepcao sobre higiene bucal
O estudo dialoga com dados do levantamento global “A New View Of Care”, produzido pela Kenvue, que aponta uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo a pesquisa, 78% das pessoas já associam o uso do enxaguante não apenas ao combate ao mau hálito, mas também à prevenção de placa bacteriana e gengivite.
O relatório completo pode ser acessado em:
https://www.kenvue.com/anewviewofcare
O dado reforça uma visão mais ampla: a higiene bucal deixa de ser apenas estética e passa a ser entendida como parte da manutenção de um microbioma oral saudável, com efeitos diretos na qualidade de vida.

