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Justiça reforça direito à fertilidade em tratamento contra o câncer

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O avanço da medicina e o respaldo recente da Justiça brasileira estão mudando um dos cenários mais delicados enfrentados por pacientes com câncer em idade reprodutiva: a possibilidade de ter filhos no futuro. A preservação da fertilidade, antes vista como algo distante ou inacessível, passa a integrar o debate central do tratamento oncológico, com decisões que reconhecem esse direito como parte do cuidado médico.

Casos julgados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinaram que planos de saúde devem custear integralmente o congelamento de óvulos para pacientes com câncer. O entendimento é claro: o procedimento não é opcional ou estético, mas uma etapa acessória do tratamento. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também tem consolidado decisões favoráveis, ampliando o acesso a uma técnica que, até pouco tempo, era restrita.

Cada tipo de câncer, um impacto distinto

Segundo o Prof. Dr. José Carlos Sadalla, oncoginecologista e cofundador da Clínica Andrade & Sadalla, entender como cada tipo de câncer afeta a fertilidade é essencial para decisões rápidas e informadas. O impacto varia conforme a doença e o tratamento adotado, o que exige atenção desde o primeiro momento.

O tempo é o maior inimigo nessa equação. A discussão sobre preservação da fertilidade precisa acontecer antes do início do tratamento oncológico.

No câncer de mama, bastante comum entre mulheres em idade reprodutiva, a quimioterapia pode reduzir drasticamente a reserva ovariana. Além disso, terapias hormonais que se estendem por até 10 anos acabam adiando significativamente a possibilidade de gravidez.

No câncer de colo do útero, dependendo do estágio da doença, intervenções cirúrgicas podem comprometer diretamente o útero. Já no câncer de ovário, a situação é ainda mais delicada, pois pode ser necessária a retirada parcial ou total do órgão responsável pela fertilidade.

Em casos de linfomas e leucemias, comuns em pacientes jovens, tratamentos intensivos como quimioterapia e transplante de medula óssea também têm impacto direto sobre a função ovariana, reforçando a importância da preservação antes do início do protocolo médico.

Opções de preservação disponíveis

Entre as alternativas disponíveis estão o congelamento de óvulos, embriões ou até fragmentos de tecido ovariano. A escolha depende de uma série de fatores, incluindo o tipo de câncer, a urgência do tratamento, a idade da paciente e até questões pessoais.

O congelamento de embriões, por ser uma técnica mais consolidada, apresenta maiores taxas de sucesso. Já o congelamento de óvulos tem mostrado taxas de gravidez em torno de 30%. Ainda assim, ambas são consideradas estratégias importantes para preservar a possibilidade de maternidade.

Mulheres solteiras tendem a optar pelo congelamento de óvulos, enquanto casais podem considerar o congelamento de embriões. O papel do médico, segundo o especialista, é apresentar todas as opções de forma clara, equilibrando expectativas com informações realistas.

Uma conversa que não pode ser adiada

Apesar dos avanços técnicos e jurídicos, o maior desafio ainda está na comunicação. Muitos pacientes desconhecem a possibilidade de preservar a fertilidade, e nem sempre o tema é abordado com a urgência necessária durante o diagnóstico.

De acordo com o Dr. Sadalla, o processo de estimulação ovariana e congelamento de óvulos pode ser realizado em cerca de 10 a 14 dias, sem comprometer o início do tratamento contra o câncer. Isso torna viável incluir essa etapa no planejamento terapêutico.

A defesa do especialista é direta: a preservação da fertilidade não deve ser tratada como algo secundário. Ela integra o cuidado com o paciente e deve ser discutida desde o início, garantindo autonomia e informação completa para decisões futuras.

Atendimento especializado e humanizado

A Clínica Andrade & Sadalla, fundada em 2004, atua nas áreas de Ginecologia, Obstetrícia, Mastologia e Oncoginecologia, com foco na saúde integral da mulher. O corpo clínico é formado pela Dra. Mariana Andrade Sadalla e pelo Prof. Dr. José Carlos Sadalla.

Com abordagem que combina tecnologia, conhecimento médico atualizado e atendimento humanizado, a clínica oferece suporte completo às pacientes, incluindo acompanhamento presencial e por telemedicina, envolvendo também familiares em todas as etapas do tratamento.


Serviço

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