A imunização na fase adulta garante proteção coletiva e previne complicações graves de doenças que voltam a ameaçar a população ativa no mercado de trabalho.
As crianças estão no grupo prioritário, os idosos estão no grupo prioritário e os adultos às vezes são esquecidos, mas não são menos importantes porque são a classe mais ativa em questão laboral. Então, nós precisamos nos manter saudáveis.
Um levantamento conduzido pelo Instituto Idea em conjunto com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicou que quase 30% da população brasileira não segue integralmente os calendários de vacinação. O estudo apontou que 9,9% não tomam vacinas e 9,2% interromperam a rotina durante a pandemia de covid-19, com a menor taxa de adesão concentrada na faixa etária de 16 a 34 anos.
Para a infectologista Juliana Barreto, que atende no Órion Complex, em Goiânia, a rotina profissional e o convívio diário tornam indispensável o acompanhamento das doses recomendadas para a faixa de 20 a 59 anos.

Reforços e imunizantes essenciais para a faixa produtiva
O esquema de proteção para adultos inclui atualizações periódicas e imunizantes direcionados a diferentes fases da vida:
- Tríplice bacteriana (Difteria, Tétano e Coqueluche): reforço a cada dez anos contra difteria e tétano, preferencialmente com a versão acelular, além de reforço na presença de crianças na residência.
- Influenza: dose anual contra a gripe.
- Pneumocócica 20: proteção contra infecções bacterianas pneumocócicas.
- Herpes-zóster: indicada a partir dos 50 anos para prevenir a reativação do vírus.
- Tríplice viral: voltada para sarampo, rubéola e caxumba em pessoas sem o esquema completo de infância ou sem comprovação.
- Hepatites A e B: duas doses para hepatite A caso não haja imunidade prévia confirmada em exame, e três doses para hepatite B para quem nunca se vacinou.
- HPV: recomendada na rede privada para quem não recebeu o imunizante na adolescência.
- Meningocócicas ACWY e B, Febre Amarela, Dengue (contraindicada para gestantes e lactantes) e Covid-19.
