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Por que o frio aumenta a fome e como equilibrar a alimentação

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No inverno, o corpo pede mais comida — mas entender os sinais do organismo é o que define se isso vira excesso ou equilíbrio.

Com a queda das temperaturas, cresce a busca por pratos quentes, massas e doces. Esse movimento não é apenas cultural: o organismo precisa de mais energia para manter a temperatura corporal, o que aumenta naturalmente a sensação de fome. Ao mesmo tempo, fatores como menor exposição ao sol, redução das atividades físicas e mais tempo em ambientes fechados influenciam diretamente o comportamento alimentar.

De acordo com Tyelle Panatta Wiggers, professora do Senac EAD Santa Catarina, esse aumento do apetite é resultado de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. O desafio está em entender esse processo sem cair em excessos.

O organismo tende a estimular o apetite nessa época do ano, mas isso não significa consumir grandes quantidades de alimentos calóricos.

O que muda no corpo durante o frio

O aumento da fome no inverno está ligado à necessidade de gerar calor. Para isso, o corpo eleva o gasto energético. Além disso, mudanças hormonais e comportamentais favorecem a busca por alimentos mais densos em calorias, especialmente aqueles associados a conforto emocional.

Outro ponto importante é a diferença entre fome fisiológica e fome emocional. A primeira surge gradualmente e pode ser saciada com diversos alimentos. Já a segunda aparece de forma repentina e costuma direcionar escolhas para opções ricas em açúcar e gordura.

Estratégias para comer melhor na estação

Manter o equilíbrio alimentar no inverno não significa abrir mão dos pratos típicos. A recomendação é adaptar as escolhas:

Segundo Tyelle Panatta Wiggers, não é necessário excluir receitas tradicionais do inverno. O equilíbrio vem da composição do prato e das quantidades consumidas ao longo do dia.

Imunidade também entra no prato

Durante os meses frios, cresce a preocupação com o sistema imunológico. Ainda assim, não existe um alimento isolado capaz de fortalecer a imunidade. O que faz diferença é um conjunto de hábitos: alimentação variada, hidratação, sono de qualidade, prática de atividade física e controle do estresse.

Nesse contexto, a educação alimentar ganha papel central ao ajudar na compreensão da relação entre comportamento, cultura e saúde. A formação nessa área permite orientar escolhas mais conscientes e adaptadas à realidade de diferentes públicos.

O curso de Educação Alimentar e Nutricional do Senac EAD aborda temas como comportamento alimentar, planejamento de refeições e estratégias de promoção da saúde. Mais informações: https://www.ead.senac.br/cursos-livres/educacao-alimentar-e-nutricional/

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