Dr. Francisco Saracuza explica que o corpo reage além das calorias e que hormônios, sono e estresse influenciam o emagrecimento.
O mito do déficit calórico
Durante anos, o emagrecimento foi reduzido a uma conta simples: “gaste mais do que consome”. O conceito de déficit calórico — ingerir menos calorias do que o corpo utiliza — foi tratado como a fórmula universal da perda de peso. Mas a prática mostra que essa equação não é tão linear quanto parece.
Se fosse apenas matemática, bastaria comer menos e se mexer mais. Ainda assim, muitas pessoas seguem dietas à risca, treinam e não perdem peso. O motivo, segundo especialistas, é que o corpo não é uma calculadora, mas um organismo vivo, com mecanismos complexos que reagem a muito mais do que números.
O papel da adaptação metabólica
“Sim, o déficit calórico é real e necessário para perder peso. Sem ele, o corpo simplesmente não acessa os estoques de gordura. Mas o que a maior parte das pessoas não entende é que o metabolismo se adapta rapidamente. Quando há redução calórica prolongada, o corpo entra em modo de economia, reduzindo o gasto energético para se proteger.”, explica o nutrólogo Dr. Francisco Saracuza.
“O metabolismo se adapta rapidamente. Quando há redução calórica prolongada, o corpo entra em modo de economia, reduzindo o gasto energético para se proteger.”
Esse “modo de sobrevivência” é um dos grandes vilões do emagrecimento moderno. Ele desacelera o metabolismo, aumenta a fome e reduz a disposição, criando o cenário ideal para o efeito sanfona.
Hormônios, sono e estresse
Mesmo com dieta e treino adequados, o desequilíbrio hormonal pode impedir o emagrecimento. Níveis elevados de cortisol (hormônio do estresse), resistência à insulina, alterações na tireoide e queda da testosterona estão entre os fatores que dificultam o processo.
Dormir mal ou viver sob constante estresse eleva a grelina (hormônio da fome) e reduz a leptina (hormônio da saciedade). O resultado é um ciclo vicioso de cansaço, compulsão e estagnação.
O corpo também emagrece pela mente
A perda de peso sustentável depende tanto do estado mental quanto do físico. Quando o organismo está inflamado e o cérebro em alerta constante, o corpo entende que precisa reter energia. Dietas restritivas e modismos rápidos falham porque tratam o sintoma, não a causa.
A abordagem integrativa busca identificar os bloqueios que impedem o emagrecimento. O foco é o corpo como um todo — metabolismo, hormônios, sono, intestino e equilíbrio emocional.
Tirzepatida e os avanços na medicina
Nos últimos anos, a medicina tem avançado no entendimento de como o corpo regula o apetite e o metabolismo. Um dos destaques é a tirzepatida, molécula que atua sobre dois receptores hormonais, GLP-1 e GIP.
Desenvolvida para tratar o diabetes tipo 2, a tirzepatida tem se mostrado eficaz no controle de peso em pacientes com resistência metabólica e dificuldade de saciedade. Com acompanhamento médico, ajuda a reduzir o apetite, melhorar a sensibilidade à insulina e controlar a inflamação metabólica.
É um exemplo de como a medicina moderna pode potencializar o emagrecimento de forma inteligente e segura, sem dietas extremas ou promessas irreais.
O olhar da medicina de precisão
“Se você não está emagrecendo, não é falta de força de vontade, é falta de diagnóstico. Antes de cortar mais calorias, vale investigar o que está impedindo seu corpo de responder. Às vezes, o que parece um ‘erro de cálculo’ é, na verdade, um corpo tentando se proteger. E é justamente aí que a medicina de precisão, com acompanhamento individualizado e tratamentos como a tirzepatida, redefine o que significa emagrecer de verdade.”, conclui o Dr. Francisco Saracuza.
“Se você não está emagrecendo, não é falta de força de vontade, é falta de diagnóstico.”
Dr. Francisco Saracuza – CRM 192628 Reconhecido por sua atuação em saúde integrativa, é referência no uso de implantes subcutâneos e tratamentos modernos voltados ao equilíbrio metabólico e hormonal.

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