Clínicas móveis e atendimentos de emergência priorizam crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas em regiões com infraestrutura médica colapsada após forte sismo.
O tremor de magnitude 7,4 registrado no oeste da Colômbia em 10 de agosto de 2026 desencadeou um cenário crítico de assistência humanitária. Com registros de 319 mortos, 4.506 feridos e 260 desaparecidos, o impacto estrutural ultrapassa 31 mil moradias destruídas e 348 unidades de saúde danificadas em 15 departamentos, atingindo severamente comunidades afro-colombianas e indígenas.
Os maiores obstáculos no acesso à assistência médica continuam em cidades como Buenaventura e Quibdó, além de áreas rurais remotas.
Desafios logísticos e socorro imediato
Embora as cidades de Cali e Pereira tenham concentrado o maior número de mortes, as barreiras mais complexas de socorro médico recaem sobre municípios de médio porte e zonas rurais isoladas. Para conter o desabastecimento assistencial, equipes da organização Médicos Sem Fronteiras atuam com foco nos departamentos de Valle del Cauca e Chocó, montando postos volantes onde as estruturas locais foram avariadas ou sobrecarregadas.
Em Quibdó, as operações instaladas no abrigo do Coliseu Municipal e nos bairros de Medrano e Las Palmas somaram 250 consultas médicas, mais de 60 atendimentos de enfermagem e planejamento familiar, além de 170 testes laboratoriais rápidos. A triagem direciona cuidados intensivos a crianças de até 5 anos, grávidas e portadores de hipertensão e diabetes.
Acolhimento emocional e suporte primário
O impacto psicológico do desastre levou à realização de dezenas de sessões individuais e atividades de psicoeducação em grupo. Os relatos clínicos mais recorrentes abrangem quadros de hipervigilância, receio de novos tremores, insônia, tristeza profunda e manifestações psicossomáticas como dores de cabeça e tonturas.
A expansão dos atendimentos alcançou o bairro de Alberto Lleras, em Buenaventura, mobilizando consultas clínicas e apoio em saúde mental. A resposta inclui a distribuição de insumos essenciais para reforçar postos de saúde do interior:
- Kits de higiene e materiais para tratamento de ferimentos
- Medicamentos pediátricos, antibióticos e tratamentos crônicos
- Alimentos terapêuticos prontos para consumo
