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Filosofia Pop retorna e analisa os efeitos da vida digital

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A vida mediada por algoritmos deixa de ser pano de fundo e passa a reorganizar a experiência humana, no centro da nova temporada de Filosofia Pop.

Entre dados, imagens e afetos convertidos em informação, a série Filosofia Pop retorna ao SescTV com nova abordagem. Com apresentação de Márcia Tiburi e direção de Esmir Filho, a terceira temporada desloca o foco para a vida digital como eixo estruturante do presente, propondo uma leitura crítica sobre como tecnologia e subjetividade se entrelaçam.

O lançamento acontece em 11/8, às 20h, no CineSesc, com exibição do episódio “Desafios humanos na era da Inteligência Artificial” e participação dos criadores. A estreia na TV será em 13/8, às 20h30.

Em um mundo atravessado por plataformas, pensar deixa de ser abstração e se torna ferramenta para compreender o presente.

Ao longo de nove episódios, a produção reúne pensadores, artistas e pesquisadores para mapear tensões do mundo contemporâneo. Inteligência artificial, meio ambiente digital, relações afetivas, raça, gênero, saúde mental e desinformação aparecem como eixos de discussão, sempre conectados ao impacto das tecnologias no cotidiano.

Quando o digital deixa de ser ferramenta

O episódio de estreia reúne Lucia Santaella e Charles Feitosa para discutir os limites e implicações da inteligência artificial. Na semana seguinte, o conceito de “meio ambiente digital” ganha corpo com Giselle Beiguelman e Morgana Kretzmann, que tratam o digital como ecossistema híbrido, envolvendo infraestrutura, relações sociais e afetos.

O campo dos afetos surge no episódio com Alexandre Patrício de Almeida e Ana Suy, enquanto temas como raça e tecnologia aparecem no encontro entre Paulo Scott e Tarcízio Silva. Questões de gênero, com Manuela D’Ávila e Jaqueline de Jesus, ampliam o debate sobre poder e identidade no ambiente digital.

Do sofrimento psíquico à política dos algoritmos

A série avança para dimensões mais íntimas e coletivas. Adolescência e saúde mental são discutidas por Daniel Kupermann e Thiago Torres, enquanto o impacto da desinformação mobiliza Jean Wyllys e Letícia Cesarino. Já a cultura da influência é analisada por Paula Sibilia e Katu Mirim.

No encerramento, o episódio sobre institucionalismo algorítmico reúne Rafael Valim e Ivana Bentes para discutir como tecnologias moldam estruturas de poder, governança e democracia.

ESTREIA: Filosofia Pop, 3ª Temporada

Gravada em espaços do Sesc São Paulo, a produção mantém a proposta de deslocar o pensamento para fora dos formatos tradicionais, combinando ensaio, conversa e experiência estética. Ao completar uma década, a série reafirma sua vocação: tornar a filosofia uma prática viva diante das urgências do presente.

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