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Novela vertical explora inteligência artificial e os limites da intimidade

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A intersecção entre o desenvolvimento de novas tecnologias, o luto e a manipulação dita o ritmo de uma nova aposta no formato de microdramas, desafiando a percepção sobre até que ponto conhecemos aqueles com quem dividimos a vida.

O limite ético de recriar memórias e vozes humanas é o estopim narrativo da novela Coral, obra que inaugura a teledramaturgia do aplicativo Raipe TV. O projeto adapta a linguagem nativa das redes sociais para a ficção em série, estruturando-se em 50 episódios de aproximadamente dois minutos, concebidos para acompanhar o consumo fragmentado e a rotina acelerada do público diretamente nas telas dos celulares.

A gente quis fazer uma história que surpreendesse de verdade. Coral tem suspense, tem relações, tem humor, tem tecnologia, mas também tem questões muito profundas sobre quem somos e sobre o quanto realmente conhecemos o outro.

Novela vertical explora inteligência artificial e os limites da intimidade
Foto: Divulgação

Ambição e traumas do passado

A narrativa acompanha a trajetória de Serena, programadora responsável pela concepção da VOIA, um sistema de inteligência artificial hábil em recriar conversas a partir de lembranças. A decisão de colocar um ponto final em seu casamento com Úrsula desencadeia uma tragédia que desenterra fatos obscuros, transformando a inovação tecnológica em um instrumento de poder onde amor, desejo, culpa e manipulação se confundem.

O elenco é encabeçado por Natalie Smith, Jéssica Córes, Sofia Starling, Amanda Simão e Priscila Buiar, trazendo também a participação especial do ator Marcelo Serrado. A direção é dividida entre Gabi DiMello, que assina a criação e o roteiro, e Natalie Smith.

Representatividade na tela e nos bastidores

O drama sáfico afasta-se de estereótipos rasos ao construir personagens femininas complexas e adotar o protagonismo negro, inserindo camadas profundas em um ritmo ágil de roteiro. A presença feminina também dita a estruturação técnica do projeto, com cerca de 90% da equipe formada por mulheres que ocupam integralmente os cargos de chefia em todos os setores da produção.

Conduzida pela produtora Zolly Conteúdo e com produção executiva de Carien Bastos, a obra consolida anos de experimentação no audiovisual digital por parte de suas criadoras, estabelecendo novas possibilidades para tramas brasileiras de alto engajamento em plataformas de nicho.

Serviço

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