A expansão do fluxo de visitantes e a alta no licenciamento de grandes eventos movimentam a economia de Belo Horizonte no primeiro semestre de 2026, gerando renda e ampliando o acesso a espaços de lazer na capital mineira.
O fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor garantiu reflexos diretos na arrecadação e na cadeia produtiva da cidade. Entre os principais marcos do período, o Carnaval de Belo Horizonte em 2026 reuniu 6,6 milhões de pessoas durante 23 dias de programação. A festa contou com a presença de 349 mil turistas e fez circular R$ 1,4 bilhão na economia local. Na sequência, o 47º Arraial de Belô atraiu mais de 72 mil pessoas ao Mineirinho, registrando avanço superior a 16% em comparação com o público do ano anterior.
O prefeito acredita no turismo e no entretenimento como motores para a economia da cidade e, por isso, todas as pastas da Prefeitura estão imbuídas desse propósito.
Segundo o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, a atuação integrada entre os órgãos municipais tem sido determinante para garantir infraestrutura, mobilidade acessível e ocupação qualificada dos espaços públicos. A capital contabilizou mais de 2,5 mil eventos licenciados nos primeiros seis meses do ano, número 109% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024, quando foram somadas cerca de 1,2 mil autorizações.

Tecnologia, planejamento e escuta ativa no controle do ruído
Para equilibrar o crescimento da agenda cultural com a rotina dos moradores, a gestão municipal apostou na modernização dos processos de autorização com a plataforma BH Acontece, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. O portal reúne dados sobre eventos aprovados ou em análise, permitindo consulta detalhada por bairro, regional e data.
Outra frente de incentivo foi o edital Belo Horizonte – Cidade dos Eventos, que destinou R$ 3 milhões em patrocínios para projetos com potencial turístico. A verba contemplou iniciativas de variados segmentos, como o Festival Sensacional, o encontro religioso Ore Comigo, o Festival de Gastronomia e Arte e o Parque da Copa, realizado entre junho e julho.
Paralelamente, o município registrou queda nas reclamações por poluição sonora. No primeiro semestre de 2026, foram apuradas 4.074 queixas, contra 5.270 no mesmo período de 2024, representando redução de 22,7% em dois anos. A postura preventiva da fiscalização teve destaque na Avenida Amazonas, entre as ruas Espírito Santo e Bahia, onde as notificações caíram 97,5% após ações integradas com comerciantes.
Mobilidade facilitada e navegação renovada na Lagoa
A experiência do visitante também foi reformulada nas áreas de lazer e transporte. Desde 25 de janeiro, o programa Catraca Livre operou com três linhas especiais de ônibus que já transportaram mais de 30 mil passageiros. Os itinerários 3151, 5350 e 6150 conectam estações de integração ao Parque das Mangabeiras, ao Zoológico e ao Hipercentro.
Na Lagoa da Pampulha, a navegação turística a bordo da embarcação Capivarã retornou em definitivo no dia 10 de outubro. Após uma etapa experimental realizada a partir de dezembro do ano anterior — que somou 323 viagens e 7.415 passageiros com nota média de satisfação de 9,9 —, o serviço passou a operar de forma contínua com capacidade para 71 lugares. No mesmo polo cultural, o uso de patinetes elétricos somou 9.007 viagens no fim de julho.
Cultura e conectividade impulsionam o alcance internacional
A rede municipal de cultura registrou expressivo aumento de público. O Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado saltou de 72.834 atendimentos no primeiro semestre de 2025 para 103.779 no mesmo período de 2026. A Biblioteca Pública Infantil e Juvenil atendeu 3.963 leitores na nova sede na Rua Espírito Santo. Nos museus, a exposição sobre Clara Nunes no Mumo atingiu 19.292 visitantes até o encerramento em 31 de agosto, enquanto a Casa do Baile recebeu 32.489 pessoas no projeto Trans: paisagem.
O movimento nos parques e na zoobotânica acompanhou o ritmo aquecido. O Zoo BH recebeu 35.527 visitantes no período de férias, enquanto o Parque Municipal registrou média de 21.732 frequentadores aos domingos de julho, crescimento de 65,67% em relação ao ano anterior.
A expansão refletiu diretamente no acesso à cidade. De janeiro a julho, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte movimentou 7.512.520 passageiros, volume 17,4% superior ao registrado no período pré-pandemia. O terminal conta com voos para 65 destinos nacionais e rotas internacionais permanentes para Lisboa, Orlando, Cidade do Panamá, Santiago, Buenos Aires e Montevidéu, além da nova rota confirmada para Punta del Este em dezembro. A ocupação na rede hoteleira superou 60% no primeiro semestre, e as vendas de pacotes do receptivo HT Happy Travel avançaram 32%.
Leia também
- Carnaval de BH é tema de debates sobre gestão e futuro da folia
- Corte Momesca de BH abre disputa com prêmios de até R$ 46 mil
- Mieller Connect transforma BH em polo da joalheria brasileira
- De R$ 25 a R$ 15 mil: feira expõe extremos da cachaça