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Casa Rosada reabre e reacende debate sobre patrimônio em Belém

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A reabertura da Casa Rosada reuniu centenas de visitantes e recolocou em pauta a preservação do patrimônio histórico em Belém.

O fluxo constante de visitantes chamou atenção logo nas primeiras horas. No último domingo, 02 de agosto, mais de 400 pessoas circularam pela Casa Rosada, imóvel histórico na Cidade Velha, em Belém, preservado pela Alubar. A abertura integrou a 62ª edição do Projeto Circular Campina Cidade Velha e transformou o espaço em ponto de encontro entre memória, arquitetura e curiosidade popular.

Com o tema “Casa Rosada: patrimônio, história e cultura”, a programação incluiu visita parcial à exposição “Nossa Natureza é Transformar” e uma aula aberta conduzida pelo historiador Michel Pinho. O conteúdo percorreu desde a fundação da cidade até a influência do arquiteto italiano Antônio Landi, além das transformações estruturais e de uso do casarão ao longo do tempo.

Precisamos estar perto: Belém tem uma história belíssima e não podemos deixá-la morrer.

A fala da arquiteta e urbanista Isolda Contente sintetizou o sentimento de parte do público. Para ela, iniciativas como a restauração da Casa Rosada contrastam com a perda constante de edifícios históricos na cidade. A crítica aponta para um cenário em que a valorização do patrimônio ainda disputa espaço com a descaracterização urbana.

Entre curiosidade e pertencimento

A movimentação também foi guiada pelo desejo de conhecer o interior de um imóvel que sempre esteve à vista, mas raramente acessível. A dentista Esther Braga, frequentadora da região, descreveu a experiência como uma descoberta tardia de um espaço que sempre admirou externamente.

Para o historiador Michel Pinho, o impacto vai além da visita. Ele destaca que a abertura cria uma relação direta entre população e patrimônio, fortalecendo a construção de identidade coletiva. Segundo ele, a participação de centenas de inscritos evidencia o interesse público e reforça a importância de parcerias entre iniciativa privada e sociedade civil.

Memória como compromisso empresarial

A conexão da Alubar com o Pará ajuda a explicar o investimento na preservação. A empresa atua no estado desde 1998 e mantém ali sua maior fábrica, além de contar com forte presença de trabalhadores paraenses. A gerente de Comunicação, Mônica Alvarez, afirma que a recuperação de patrimônios históricos é uma forma de retribuição e de valorização da identidade local.

O grupo já havia participado do Projeto Circular em 2019 e 2020, retornando em 2026 com a abertura da Casa Rosada ao público. A próxima oportunidade para visitação já está definida: 18 de outubro, novamente dentro da programação do projeto.

As inscrições para a visita guiada são realizadas pelo perfil do historiador no Instagram: https://instagram.com/michelpinho

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