A preservação direta dos ecossistemas costeiros e o fortalecimento social tornam-se a diretriz central de longo prazo para as operações do turismo no Nordeste.
A conservação de ecossistemas naturais e patrimônios culturais ganhou status de sobrevivência estratégica no setor de viagens. Com mais de seis décadas de atuação no turismo receptivo, o Grupo Luck oficializou sua entrada na Rede Brasil do Pacto Global da ONU. O movimento estabelece a formalização corporativa em relação aos Dez Princípios internacionais voltados a direitos humanos, normas de trabalho, proteção ambiental e combate à corrupção, além de associar a gestão aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.
Para uma empresa de turismo, sustentabilidade não pode ser uma agenda paralela ao negócio. Nosso crescimento depende diretamente da conservação dos destinos, da valorização das comunidades e da capacidade de gerar desenvolvimento nos lugares onde atuamos.
A declaração de Gustavo Luck, CEO da companhia, sintetiza a mudança de paradigma que conecta a viabilidade financeira à proteção dos destinos. Em seu levantamento inaugural de práticas ESG, a organização identificou conexões com 15 dos 17 ODS da ONU, o que corresponde a 88,2% dos objetivos globais, abrangendo metas de transição energética, consumo responsável, trabalho decente e proteção da vida marinha e terrestre.

Recuperação marinha e projetos locais
No recorte ambiental desenvolvido ao longo de 2025, a empresa apoiou sete iniciativas voltadas à conservação ecológica em suas áreas de influência. Em Fernando de Noronha, foram consolidadas articulações conjuntas com o Projeto Tamar, o Projeto Golfinho Rotador e o ICMBio. Já em Alagoas, os trabalhos priorizaram projetos de conscientização ambiental e cooperativas de reciclagem.
No litoral de Pernambuco, a cooperação com a Biofábrica de Corais possibilitou a adoção direta de 1.360 corais com o engajamento dos turistas atendidos, integrando uma mobilização que superou a marca de 16 mil fragmentos cultivados no ecossistema local. Na frente comunitária, foram catalogadas dez iniciativas de assistência social e valorização de identidades regionais.
Estrutura interna e governança corporativa
A expansão da agenda exigiu modificações nos programas de treinamento operacional. Ainda durante 2025, a equipe interna passou por 97 capacitações dedicadas a liderança, protocolos de diversidade, segurança, atendimento e gestão ambiental. Em 2026, a governança foi formalizada com a publicação do Manual de Ética e Conduta, instrumento que regula práticas contra assédio, diretrizes de segurança da informação e prevenção a desvios éticos em conjunto com comitês específicos.
O cumprimento das diretrizes estabelecidas junto às Nações Unidas passa a ser acompanhado por um grupo de trabalho interno, responsável pela mensuração de metas de impacto positivo e gestão de riscos para o turismo regional.