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O chef Michelin que trouxe o País Basco para a serra do Rio

O chef Michelin que trouxe o País Basco para a serra do Rio

Na Casa Marambaia, Rafa Costa e Silva assina um almoço basco servido ao estilo família, com txuleta maturada e bacalhau confitado. Uma tarde em Petrópolis diferente de qualquer outra.

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Existe uma cena bastante específica no País Basco que poucos turistas conseguem viver: o almoço de sidrería durante a temporada da sidra nova. Mesas longas, pratos fartos no centro, gente que se serve sem cerimônia, carne na brasa, bacalhau e aquela torta que fecha tudo com contundência. É esse espírito que o chef Rafa Costa e Silva decidiu trazer para a serra fluminense.

No dia 16 de maio, a partir das 13h, o Assador Basco acontece na Casa Marambaia, hotel boutique encravado no distrito de Corrêas, em Petrópolis. A iniciativa é assinada por Rafa Costa e Silva, chef com duas estrelas Michelin, que construiu boa parte de sua trajetória culinária com raízes na cozinha basca. Neste encontro, ele combina ingredientes locais com a alma dos sagardotegis, os restaurantes de sidrería mais tradicionais de San Sebastián.

Um menu que convida a sentar e ficar

O formato escolhido já diz muito sobre a proposta. Os pratos chegam ao centro da mesa e cada comensal se serve como quiser, no ritmo que preferir. Não há sequência rígida, não há pressa. É o modelo mais democrático e generoso que existe em uma mesa.

As entradas estabelecem o tom imediatamente: linguiça caseira cozida na cachaça, panelinha de cogumelos variados com alho e salsinha, pão com tomate na brasa, presunto cru, creme de queijo de cabra e baguette de fermentação natural. São sabores que cruzam referências sem forçar a barra, com o Brasil aparecendo de forma sutil ao lado do repertório espanhol.

Os pratos principais levam a experiência a outro nível. O lombo de bacalhau confitado no azeite vem acompanhado de cebolas caramelizadas na brasa, um clássico da cozinha basca reinterpretado com delicadeza. A batata calabresa na brasa com ervas e os pimentões vermelhos assados com alho tostado completam o cenário vegetal. Mas é a txuleta de vaca velha que concentra a atenção: um corte ribeye com osso, maturado por 40 dias, preparado na brasa ao ponto da casa e finalizado com flor de sal. Simples, direto, preciso.

A txuleta de vaca velha maturada por 40 dias, preparada na brasa com flor de sal, é o coração de um menu que homenageia a tradição basca sem abrir mão do que a serra fluminense tem de melhor.

Para fechar, a sobremesa é a torta basca, presença obrigatória em qualquer sidrería que se respeite. Densa, levemente úmida, com aquela crosta dourada característica. Sem surpresas, e é exatamente isso que a torna especial.

Petrópolis como cenário

A escolha do local não é aleatória. A Casa Marambaia ocupa um casarão histórico em Corrêas, distrito de Petrópolis, a menos de duas horas do Rio de Janeiro. São apenas oito suítes no casarão principal, além de villas e lofts espalhados pela propriedade, o que garante uma experiência genuinamente intimista.

A infraestrutura vai muito além do que se espera de um hotel boutique serrano: piscina, quadras de tênis, beach tennis e pickleball, fitness center, trilhas para caminhada e ciclismo, lago e quedas d’água. O spa conta com uma segunda piscina aquecida, saunas e ducha cromoterápica. É o tipo de lugar em que vale chegar na véspera e aproveitar a manhã antes do almoço.

Conhecida como “Cidade Imperial”, Petrópolis sempre foi um destino de fuga para quem vive no Rio. A combinação de clima fresco, paisagens naturais e patrimônio histórico cria um contexto perfeito para um evento como este: fora da rotina, mas sem exigir muito deslocamento.


Serviço

O chef Michelin que trouxe o País Basco para a serra do Rio
Foto: Divulgação
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