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Parque Ibirapuera completa 72 anos com recorde e Marquise reaberta

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Ao completar 72 anos de história, o Parque Ibirapuera consolida recordes de visitação pública, atinge a meta de Aterro Zero e celebra a recuperação total de seus patrimônios históricos e arquitetônicos.

O principal pulmão verde e cultural da capital paulista registrou a passagem de 17 milhões de frequentadores em 2025, estabelecendo seu recorde histórico de acessos pelo segundo ano consecutivo. Administrado pela concessionária Urbia há seis anos, o espaço de mais de 1,2 milhão de metros quadrados recebeu cerca de R$ 360 milhões em investimentos privados destinados à modernização de infraestrutura, conservação ambiental e zeladoria contínua.

A concessão provou ser um exemplo positivo de parceria entre a iniciativa pública e privada. O modelo transforma custos públicos em receita, com uma economia estimada de R$ 2 bilhões ao longo do contrato.

A transformação financeira também desonerou os cofres municipais em R$ 25 milhões anuais de zeladoria, além de destinar uma outorga fixa de R$ 70,5 milhões para a Prefeitura. O modelo de subsídio cruzado estende parte da receita gerada no Ibirapuera para a gestão e manutenção de outros cinco parques urbanos municipais: Lajeado, Eucaliptos, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade e Tenente Brigadeiro Faria Lima.

Restauração histórica e o retorno da Marquise

Projetado originalmente com construções icônicas de Oscar Niemeyer e paisagismo de Otávio Teixeira Mendes para o quarto centenário da capital em 21 de agosto de 1954, o espaço devolveu à população seu mais célebre monumento de circulação. Fechada por quase seis anos, a Marquise foi reaberta em janeiro de 2026 após intervenções profundas que somaram 29 mil metros quadrados de impermeabilização, restauração de forros e revisão de toda a infraestrutura elétrica.

O ciclo de restauros recentes também abrangeu símbolos como a Ponte de Ferro, a Praça Burle Marx, a Oca, o piso da Serraria, o térreo do Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Auditório AXIA Ibirapuera e o Planetário Ibirapuera. A estrutura de acolhimento conta com 700 novos bancos, 32 bebedouros em funcionamento, banheiros reformados e um parque infantil modernizado com 50 brinquedos.

Eficiência hídrica, Aterro Zero e expansão esportiva

O manejo ambiental do parque atingiu a marca de Aterro Zero antes do prazo previsto, processando mais de 2.580 toneladas de resíduos em sua Central de Reciclagem somente no primeiro semestre de 2026. A permeabilidade do solo cresceu em área equivalente a quase três campos de futebol com a descompactação e retirada de pavimentos antigos, enquanto o mapeamento de encanamentos gerou uma economia de 75% no consumo de água potável.

No segmento esportivo, as quadras foram inteiramente requalificadas para modalidades como tênis em saibro, basquete, esportes de areia e futebol society, atraindo anualmente cerca de 9,6 milhões de praticantes que contam ainda com pista de skate, estações de calistenia e a estrutura de vestiários da assessoria Corre no Ibira.

Novos polos gastronômicos e curiosidades

O circuito gastronômico do parque prepara a abertura de um complexo comandado pelo chef Jefferson Rueda na Marquise, englobando o Take Away Boa Vida e o Restaurante Marquise, focado na culinária da imigração paulistana. O projeto junta-se a operações já consolidadas no espaço, como Selvagem, Bottega Bernacca, Jardim Churrascada e Sabiá no Parque.

O terreno também preserva passagens históricas e elementos curiosos em sua extensão:

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