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Turismo de luxo fatura R$ 3,34 bilhões e mira 100% de ESG até 2028

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A consolidação econômica do turismo de alto padrão no Brasil avança em paralelo a uma transformação estrutural na sustentabilidade, com empreendimentos de hospitalidade acelerando a obtenção de certificações socioambientais.

O mercado de viagens de experiência encerrou seu último ciclo com faturamento bruto estimado em R$ 3,34 bilhões e volume próximo a 1 milhão de hóspedes. Os indicadores fazem parte do Anuário 2026 divulgado pela Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), levantamento desenvolvido em parceria com o Centro Universitário Senac a partir de dados fornecidos por 71 associados.

O verdadeiro luxo está em gerar impacto positivo para os viajantes, as comunidades e o meio ambiente.

Com diária média fixada em R$ 3.109 e taxa média de ocupação estável em 50% entre 63 meios de hospedagem analisados, o segmento tem no público nacional sua principal sustentação. Os viajantes domésticos representam 70% dos clientes recebidos, enquanto os visitantes estrangeiros compõem 30% da demanda, liderados por emissores da Europa (13%), América do Norte (9%) e América Latina (5%).

Destinos mais procurados e novos hábitos de consumo

Entre as oito operadoras especializadas vinculadas à entidade, os tickets médios diários registraram expansão, atingindo R$ 16.524 para passageiros brasileiros e R$ 21.216 para turistas internacionais. No ranking de destinos mais solicitados por essas agências, o Rio de Janeiro desponta na liderança com 51% das preferências, acompanhado por Foz do Iguaçu (40%) e Pantanal (24%).

Roteiros pelo Maranhão, litoral da Bahia, Salvador, São Paulo, litoral do Ceará e Fernando de Noronha também figuram com destaque na distribuição de fluxos. Motivações ligadas ao lazer respondem por 55% do total de estadias, tendo celebrações de Réveillon, Carnaval e casamentos como catalisadores expressivos de reservas.

O perfil do consumo revela que serviços de bem-estar, spa e relaxamento foram apontados por 93% dos estabelecimentos como itens prioritários dos hóspedes. Massagens terapêuticas e experiências gastronômicas exclusivas lideram as demandas, seguidas por atendimentos sob medida e programações VIP focadas em conexão com a cultura e a natureza locais.

Meta de certificação sustentável para toda a rede

O relatório destaca o avanço consistente da agenda ESG no setor. Atualmente, 35,48% dos hotéis, pousadas, lodges e resorts, além de 28,57% das operadoras, contam com certificações de sustentabilidade ou deram início aos trâmites de auditoria, buscando selos como Sistema B e Green Key. O plano da associação estabelece que 100% dos membros estejam certificados até 2028.

Atualmente, 42 meios de hospedagem associados apoiam diretamente 164 projetos socioambientais, enquanto as operadoras mantêm suporte a 26 iniciativas. As frentes prioritárias de investimento concentram-se em programas de desenvolvimento socioeconômico regional, projetos de educação comunitária e conservação ambiental.

Para assegurar a conformidade operacional, a entidade integrou auditorias com metodologia de cliente oculto em parceria com a OnYou. Apresentado formalmente em 25 de agosto na Casa Sweet Pimenta, em São Paulo, o anuário coincidiu com a reformulação da plataforma digital da organização, voltada a aproximar viajantes e profissionais do setor por meio do endereço https://www.blta.com.br.

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