Turismo de mergulho cresce 10% ao ano até 2030 e fotógrafa brasileira Fabi Fregonesi registra a vida marinha que turistas não veem.
São Paulo, janeiro de 2026 — O mercado global de turismo de mergulho deve movimentar cerca de US$ 8,8 bilhões até 2030, segundo projeções da Grand View Research. O ritmo representa um crescimento anual de 10,4% e um volume praticamente dobrado em relação a 2022, impulsionado por campanhas de conscientização sobre preservação marinha e pelo interesse crescente em experiências de natureza.
De Fernando de Noronha e Recife, no Brasil, às Bahamas, Indonésia e Galápagos, diferentes destinos se consolidam como cenários icônicos para o turismo de mergulho. Esses lugares guardam uma diversidade impressionante que poucos enxergam além da superfície, e é nesses ambientes que atua a fotógrafa subaquática Fabi Fregonesi, reconhecida internacionalmente e primeira brasileira a subir ao pódio do Underwater Photographer of the Year, considerado o “Oscar” do setor.
Fotografia subaquática revela o que o turista não vê
O trabalho de Fabi Fregonesi amplia o que o turismo convencional não mostra, registrando comportamentos, interações e espécies que raramente aparecem aos olhos de quem mergulha apenas por lazer. Ao transformar a biodiversidade marinha em narrativa visual, a fotógrafa ajuda a aproximar o público desse universo e a fortalecer o interesse pelo mergulho e pela conservação dos oceanos.
O que começou como hobby se tornou profissão quando Fabi deixou a carreira de publicitária no Google para investir integralmente na fotografia no fundo do mar. Hoje, ela registra a vida marinha com sensibilidade e foco no turismo sustentável. “Sempre fico feliz em ver mais pessoas descobrindo o mundo do mergulho, especialmente quando há preocupação genuína com os mares e as vidas que ele abriga. O respeito e a responsabilidade é o foco do que faço e deve ser também de todos que trabalham com o oceano”, comenta.
Mais de 30 prêmios em dois anos de carreira
Em apenas dois anos fotografando profissionalmente, Fabi Fregonesi já conquistou mais de 30 premiações, muitas vezes competindo com artistas de diversos países. “Seria um prazer enorme saber que minhas imagens podem fazer parte desse crescimento expressivo do turismo de mergulho, inclusive no Brasil”, afirma a fotógrafa.
Segundo Fregonesi, a fotografia subaquática exige conhecimento técnico, atenção aos detalhes e uma observação treinada. Não por acaso, muitas de suas imagens premiadas mostram animais em seus habitats naturais, interagindo entre si, se alimentando ou se abrigando sem temer o contato humano, revelando nuances que o olhar apressado do turista não alcança.
Turismo de mergulho com impacto cultural e ambiental
Para Fabi, a expansão do turismo de mergulho precisa caminhar ao lado da educação ambiental. Ao transformar cada descida ao mar em narrativa visual, ela busca inspirar proteção e admiração pelos ecossistemas marinhos. “Um dos meus objetivos é ampliar a percepção sobre a importância dos ecossistemas marinhos. Acredito que a beleza tem força para mobilizar cuidados, e com o avanço do turismo de mergulho, isso é mais importante do que nunca”, conclui.



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