Música instrumental ocupa fazendas, igrejas e praças enquanto pequenos produtores ganham espaço direto de venda e visibilidade no Sul Fluminense.
Concertos ao ar livre, igrejas centenárias e mesas com produtos regionais moldam a 21ª edição do Festival Vale do Café. Entre 22 e 26 de julho, o circuito percorre Barra do Piraí, Valença, Vassouras, Paty do Alferes, Engenheiro Paulo de Frontin, Rio das Flores, Volta Redonda e Pinheiral, além de Conservatória, com onze atrações que integram música instrumental brasileira, patrimônio histórico e culinária regional.
Queremos que cada apresentação proporcione uma mistura entre a qualidade da música instrumental brasileira e a beleza dos cenários históricos e da paisagem do Vale do Café.
A proposta articula experiência e território. Jardins de fazendas do século XIX recebem apresentações, igrejas históricas abrem espaço para concertos gratuitos e o Museu de Vassouras estreia como palco reunindo 50 alunos formados nos cursos do festival ao longo de duas décadas. A direção é de Roberta Kelab, da Backstage Produções.
Quando o cortejo toma as ruas
A democratização do acesso aparece nas atividades abertas em espaços públicos, como a Praça Teixeira Campos, em Pinheiral, e o Centro Cultural Café, em Rio das Flores. Em Vassouras, o tradicional Cortejo de Tradições percorre o centro no dia 25 de julho, reunindo Jongo, Caninha Verde, Maculelê, Folia de Reis e Capoeira.
O evento também funciona como vetor econômico. Durante os espetáculos em fazendas históricas, produtores do Sul Fluminense comercializam queijos artesanais, cachaças e cafés especiais, gerando renda direta.
Investir em cultura também é investir no desenvolvimento, fortalecendo a economia regional e ampliando oportunidades para produtores e empreendedores locais.
Palcos históricos e repertório brasileiro
A programação reúne nomes da cena instrumental como Bebê Kramer, Marcelo Caldi, Choro Nota Dez, A Arte do Choro e o espetáculo Bossa Delas. Os concertos em fazendas — Fazenda Florença, Fazenda Monte Alegre, Fazenda Palmas, Casarão UniFOA da Fazenda Três Poços e Fazenda Ponte Alta — têm ingressos a R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada).
Com apoio da Secretaria Estadual de Turismo, patrocínio da MRS e parcerias com Sesc, Sicomercios, grupo VamOOH!, BandNews e TV Rio Sul, o festival mantém o foco na integração entre cultura, turismo e identidade regional.
Serviço
- 22 de julho, 20h – Catedral de Sant’Ana – Barra do Piraí: Victor Biglione e Dudu Lima – “Acústico Bituca” (gratuito)
- 23 de julho, 20h – Catedral Nossa Senhora da Glória – Valença: Duo Bevilacqua Assumpção – “Encontros sonoros” (gratuito)
- 24 de julho, 14h30 – Fazenda Florença – Conservatória: Choro Nota Dez – Tributo a Pixinguinha
- 24 de julho, 19h – Museu de Vassouras: José Staneck Trio – “Tom Jobim +100 anos” (gratuito)
- 25 de julho, 11h – Fazenda Monte Alegre – Paty do Alferes: Bebê Kramer Trio
- 25 de julho, 16h – Fazenda Palmas – Engenheiro Paulo de Frontin: Marcelo Caldi Trio
- 25 de julho, 18h – Centro Cultural do Café – Rio das Flores: Edgar Nio e Liz Rosa – “Alma Brasileira” (gratuito)
- 25 de julho, 20h – Cortejo de Tradições – Vassouras
- 26 de julho, 9h30 – Casarão UniFOA – Volta Redonda: A Arte do Choro
- 26 de julho, 15h – Praça Teixeira Campos – Pinheiral: Tambores de Aço e Instrumental Alma Carioca (gratuito)
- 26 de julho, 16h – Fazenda Ponte Alta – Barra do Piraí: Bossa Delas





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