Luxury travel bate US$2,4 tri em 2025, e o corporativo premium puxa a onda com eficiência, bem-estar e personalização como novo “luxo”.
O luxury travel vive uma fase de expansão consistente e, no centro dessa virada, está um personagem com novas prioridades: o viajante corporativo premium. Em vez de repetir o roteiro clássico de “ir, reunir e voltar”, esse público quer viagens que protejam o tempo, reduzam atritos e entreguem experiências com valor real para executivos e empresas.
Segundo dados da Future Market Insights, o turismo de luxo ultrapassou a marca de US$2,4 trilhões em 2025, reforçando a força global do segmento. No Brasil, a Abracorp projeta que as viagens corporativas fecharam 2025 com faturamento de cerca de R$14,3 bilhões, um recorde histórico no país.
O que mudou no corporate premium
Para Cristiano Moraes, especialista em turismo e executivo do Grupo Unika, o crescimento reflete uma mudança profunda no comportamento das empresas. O luxo, afirma, deixou de ser sinônimo de ostentação. Passou a significar eficiência, cuidado e decisões inteligentes em torno da jornada.
“O luxo nas viagens corporativas deixou de estar associado apenas a status ou ostentação, e passou a representar eficiência, cuidado com o tempo e experiências que fazem sentido para o viajante.”
Na prática, o executivo de hoje busca itinerários que conectem trabalho, bem-estar e experiências relevantes. Por isso, empresas têm tratado o luxury travel corporativo como ferramenta de relacionamento, produtividade e valorização de lideranças e parceiros.
Tendências que aceleram a demanda
Moraes aponta que a procura cresce mesmo em cenários econômicos mais desafiadores, impulsionada por entregas mais completas do setor: do embarque ao check-out, a expectativa é de fluidez e personalização.
Entre as práticas em alta, ele cita o bleisure (união de compromissos profissionais e lazer), a evolução de classes premium, o uso de lounges e hotéis exclusivos, atendimento sob medida e a adoção de soluções tecnológicas e sustentáveis integradas à experiência do viajante.
Brasil entra no radar do luxo corporativo
No cenário nacional, o especialista observa uma valorização crescente de destinos brasileiros nas viagens corporativas premium. Locais com infraestrutura sólida, hotelaria de alto padrão e propostas diferenciadas começam a competir com opções internacionais, combinando custo-benefício e maior flexibilidade logística.
“O Brasil tem um potencial enorme para o turismo corporativo de luxo, desde que bem estruturado e alinhado às expectativas desse novo perfil de viajante.”
O futuro: sofisticação com propósito
Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade do crescimento do luxury travel corporativo, com força especial em sustentabilidade, tecnologia aplicada à jornada e personalização extrema. O desafio, segundo Moraes, será equilibrar sofisticação e propósito sem perder eficiência.
“O principal desafio do setor será equilibrar sofisticação e propósito. O futuro das viagens corporativas premium está em criar experiências que façam sentido, que respeitem o tempo do executivo e que entreguem valor real para as empresas. Luxo, hoje, é relevância”, conclui Cristiano Moraes.
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