Com R$ 807 milhões em 2025, a Vila Galé acelera no Brasil e já prepara R$ 800 milhões para seis novos hotéis até 2028.
Maior rede de resorts do Brasil, a portuguesa Vila Galé fechou 2025 com faturamento de R$ 807 milhões no país — alta de 20% sobre o ano anterior. O resultado veio do desempenho dos 13 empreendimentos em operação em território brasileiro.
O desempenho reforça o peso do Brasil no grupo, que soma 52 hotéis: 34 em Portugal, um na Espanha, quatro em Cuba e 13 no Brasil. Segundo Dr. Jorge Rebelo de Almeida, fundador e presidente da Vila Galé, se o real não estivesse tão desvalorizado, a receita brasileira poderia até superar Portugal e Espanha, que encerraram o ano passado com 193,5 milhões de euros (cerca de R$ 1,2 bilhão na cotação atual).
Aberturas de 2025
Em 2025, a rede inaugurou duas unidades da marca Collection, voltada a hotéis de perfil mais exclusivo e atendimento personalizado. Em maio, abriu o Vila Galé Collection Ouro Preto, primeira aposta da companhia em Minas Gerais.
O Vila Galé Collection Ouro Preto nasceu da restauração de um edifício histórico do século XVIII, que foi sede do Primeiro Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais, onde serviu Tiradentes. O hotel tem 311 quartos, parte deles em blocos construídos do zero, e se destaca por ficar em meio à natureza, próximo à cidade histórica de Ouro Preto.
Entre os atrativos para hóspedes, o empreendimento reúne cinco piscinas (uma aquecida), spa, Clube Nep para crianças, pista de kart infantil, quadra poliesportiva, haras, três restaurantes e bar, além de outras opções de lazer.
No fim de outubro, a Vila Galé inaugurou sua primeira unidade em Belém (PA) e também a primeira no Norte: o Vila Galé Collection Amazônia. O projeto recuperou três armazéns centenários às margens da Baía de Guajará, hoje transformados em um hotel que rapidamente ganhou destaque entre turistas e moradores da cidade.
Com 217 apartamentos — incluindo duas suítes —, o Vila Galé Collection Amazônia fica no Porto Futuro II, perto de pontos turísticos como a Estação das Docas e o Mercado Ver-o-Peso. A estrutura inclui piscina externa com vista para a Baía, piscina interna aquecida, restaurante e spa, entre outras comodidades.
“Somos viciados em recuperar patrimônio histórico – e isso faz muita diferença para o turismo. Hotéis iguais em todo o mundo não fazem mais falta, temos que fazer hotéis diferentes, que contem a história do Brasil, de sua arquitetura, de sua gastronomia.”
R$ 800 milhões: seis hotéis até 2028
O ciclo de crescimento continua: a Vila Galé prevê investir R$ 800 milhões no Brasil e inaugurar mais seis empreendimentos até meados de 2028. Os projetos ficam em Coruripe (AL), São Luís (MA), Brumadinho (MG) e Florianópolis (SC).
Em São Luís, dois hotéis Collection devem abrir até meados de 2027: o Vila Galé Collection São Luís e o Vila Galé Collection Maranhão. Eles ocuparão os antigos prédios da Defensoria Pública e da Casa do Maranhão, que passam por restauração. O investimento estimado é de R$ 180 milhões, e a decoração terá temas específicos: um hotel focado em ópera e música, e o outro em poesia.
No mesmo horizonte, Coruripe — a cerca de 80 km de Maceió — receberá dois empreendimentos com investimento total de R$ 220 milhões. Um deles terá a marca Nep Kids e será direcionado a famílias com crianças, ampliando a presença do grupo no segmento familiar.
A segunda aposta da rede em Minas Gerais está prevista para meados de 2028, em Brumadinho. Construído do zero, o hotel ocupará uma área de cerca de 107 mil m² e receberá investimento de R$ 200 milhões. A proximidade com o Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, é apontada como um dos diferenciais do projeto.
Também em 2028, a rede pretende inaugurar sua primeira unidade em Santa Catarina: um hotel em Florianópolis, no Sapiens Parque. Com 270 quartos e construção do zero, o empreendimento terá aporte de R$ 200 milhões.
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