O agronegócio por
trás do sertanejo
universitário

Sociólogo mostra que a ascensão do sertanejo universitário nos anos 2000 está ligada à expansão do agronegócio e à reprimarização da economia brasileira.

Por que o sertanejo universitário explodiu exatamente nos anos 2000 e não antes? A resposta pode estar menos nas duplas e mais no agronegócio.

É essa tese provocadora que o sociólogo Caique Carvalho desenvolve no livro "Sertanejo universitário, agronegócio e indústria cultural", publicado pela Editora Telha.

A obra traça um paralelo rigoroso entre a ascensão de nomes como Jorge e Mateus, Fernando e Sorocaba e César Menotti e Fabiano e a expansão do agronegócio no Centro-Sul do Brasil.

Para Caique, não se trata apenas de letras que falam de fazenda e estrada de terra — a conexão é estrutural, econômica e estética.

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