Gravada há mais de 20 anos no Teatro Castro Alves, “Mulher eu sei” chega às plataformas em 8 de maio e antecipa álbum ao vivo inédito de Gal Costa.
Era 2003 quando Gal Costa subiu ao palco do Teatro Castro Alves, em Salvador, acompanhada apenas pelo violão de Luiz Meira. O projeto se chamava Vozes do Brasil e prometia intimidade. O que ninguém sabia, naquela noite, é que a gravação ficaria guardada por mais de duas décadas antes de chegar ao público.
Esse registro estreia agora. No dia 8 de maio, as plataformas digitais recebem o single “Mulher eu sei”, composição de Chico César escolhida para abrir o caminho até o álbum completo “Gal Costa – Ao Vivo no Teatro Castro Alves”, fruto da parceria entre as gravadoras MZA Music e Biscoito Fino.
Um sonho de intimidade
O formato voz e violão não é apenas uma escolha estética. Para Gal, era uma realização pessoal. Antes de começar a cantar naquela noite em Salvador, ela foi direta com o público que lotava o teatro.
Estou muito contente por estar aqui, no Teatro Castro Alves, acompanhada por esse extraordinário violonista, no ‘Vozes da MPB’, que é um projeto maravilhoso. Era um sonho que eu tinha, fazer um espetáculo de voz e violão bem intimista, como se eu estivesse cantando para cada um de vocês, na casa de cada um.
A sintonia entre Gal e Luiz Meira atravessa cada faixa. Sem arranjos orquestrais ou camadas de estúdio, a voz ganha protagonismo absoluto. O single antecipado é, nesse sentido, um cartão de visitas preciso do que o álbum oferece.
Repertório que atravessa gerações
Caetano Veloso assina a maioria das canções do álbum. “Tigresa”, “London London”, “Minha voz, minha vida” e “Coraçãozinho” figuram entre as escolhas. Mas o repertório vai além, reunindo compositores de diferentes épocas e linguagens.
- “Camisa Amarela”, de Ary Barroso
- “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
- “Vapor Barato”, de Jards Macalé e Waly Salomão
- “Olha”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos
- Canções de Vander Lee, Arnaldo Antunes e Alice Ruiz
Cada escolha reforça a amplitude de Gal Costa como intérprete. Da bossa nova ao rock, da MPB mais lírica ao baião nordestino de Chico César, o espetáculo de 2003 funcionava como um mapa afetivo da música brasileira.
Tratamento técnico e curadoria do acervo
Preservar não basta. O registro passou por um criterioso trabalho técnico conduzido pelo produtor musical Marco Mazzola, garantindo que a qualidade sonora esteja à altura da performance. O resultado é um documento histórico com integridade artística.
O lançamento integra um esforço mais amplo de curadoria do acervo de Gal Costa, tocado pelas gravadoras MZA Music e Biscoito Fino. Para quem acompanhou a trajetória da cantora, é a chance de revisitar uma noite que poucos viram. Para quem a descobre agora, é uma porta de entrada privilegiada.
Serviço
- Single: “Mulher eu sei” — Gal Costa
- Lançamento: 8 de maio de 2026, nas plataformas digitais
- Álbum: “Gal Costa – Ao Vivo no Teatro Castro Alves”
- Gravadoras: MZA Music e Biscoito Fino
- Produção musical: Marco Mazzola
- Violão: Luiz Meira

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