Clássicos que resistem ao tempo voltam ao centro da música gospel digital e garantem novo reconhecimento ao Novo Som, agora impulsionado pelo streaming.
A banda Novo Som recebeu, no último 29 de julho, o Disco de Ouro entregue pela Labidad Music Gospel, após ultrapassar 50 milhões de visualizações com os álbuns “Não é o Fim” e “Passaporte” nas plataformas digitais. A premiação ocorreu durante as gravações de um novo projeto audiovisual do grupo, ainda não anunciado.
Lançados originalmente em 1999 e 1992, os dois trabalhos reúnem músicas que atravessaram gerações dentro da música cristã brasileira. Décadas depois, voltam a circular com força em um novo ambiente: o streaming.
“Foi uma surpresa e estou muito feliz com esse reconhecimento. Dedico esse prêmio a todos os músicos que passaram pelo Novo Som e ao nosso público.”
Quando o catálogo antigo encontra o público digital
Os álbuns passaram a integrar as plataformas digitais em 2020, a partir de uma parceria entre Labidad Music Gospel e NS Record. O movimento reposicionou o catálogo da banda e ampliou o alcance de faixas que já faziam parte da memória afetiva do público.
O resultado aparece nos números. Mais de 50 milhões de visualizações consolidam a capacidade dessas canções de dialogar com novos ouvintes sem perder conexão com quem acompanha o grupo há décadas.
Mais de 40 anos de permanência
Para Alex Gonzaga, vocalista da banda, o reconhecimento vai além da marca digital. Ele reflete uma trajetória construída ao longo de mais de quatro décadas, sustentada por diferentes formações e por um público fiel.
Segundo Vanessa Bicalho, sócia-presidente da Labidad Music Gospel, o trabalho de reposicionar esses álbuns reforça a importância histórica do grupo. A estratégia evidencia como obras antigas podem ganhar nova vida quando inseridas no ecossistema digital.
Um legado que segue em circulação
Considerado um dos nomes mais influentes da música gospel nacional, o Novo Som ajudou a consolidar uma linguagem contemporânea dentro do segmento cristão. Suas canções continuam presentes em diferentes gerações, agora impulsionadas por algoritmos e playlists.
O Disco de Ouro sinaliza mais do que um marco numérico. Indica que o catálogo segue ativo, relevante e capaz de se renovar conforme mudam as formas de consumo musical.
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