Uma sequência de hits colocou o público para cantar e dançar no Rock in Rio, com Pedro Sampaio, J Balvin, Demi Lovato e Maroon 5 no Palco Mundo e Alok reunindo a família no New Dance Order.
O sábado na Cidade do Rock atravessou gêneros e gerações. Funk, reggaeton, pop, rock, forró, folk, indie e música eletrônica ocuparam os palcos do festival em uma programação marcada por encontros, repertórios conhecidos e participações especiais.
No Palco Mundo, Pedro Sampaio abriu os shows transformando o espaço em pista de dança. O DJ, cantor e produtor apresentou “JETSKI”, “POCPOC” e “Sequência Feiticeira”, além de repetir no Rio de Janeiro o “Cavalinho” que havia realizado para 100 mil pessoas no Rock in Rio Lisboa.
“A energia está muito incrível e o público é bem animado. Essa edição do Rock in Rio de 2026 é uma das mais ecléticas.”
A declaração é de Kátia dos Santos, fisioterapeuta de 32 anos e moradora de Madureira, que foi ao festival com as amigas Flávia Almeida e Jéssica Albuquerque. As três assistiram ao Rock in Rio pela terceira vez e apontaram Pedro Sampaio e Demi Lovato entre seus shows favoritos do dia.

Do reggaeton ao pop no Palco Mundo
J Balvin levou sucessos como “Mi Gente”, “Ginza” e “Downtown” para o Palco Mundo, em um repertório que reuniu reggaeton, pop e música urbana. Pedro Sampaio voltou ao palco para participar de “Perversa”, enquanto Melody se juntou ao colombiano em “Jetsky”. O show terminou com “Ritmo”, “Que Calor” e “In the Ghetto”.
Demi Lovato apresentou faixas de It’s Not That Deep, álbum lançado em 2025, como “Fast” e “Kiss”. A cantora também recuperou momentos marcantes de sua trajetória com “Heart Attack”, “Confident”, “Skyscraper”, “Give Your Heart a Break” e “Tell Me You Love Me”, além de arriscar palavras em português durante a apresentação.
O encerramento ficou com Maroon 5. A banda revisitou “This Love”, “She Will Be Loved” e “Moves Like Jagger”, canções que fizeram o público cantar em coro. “Sugar” fechou as atividades de sábado no Palco Mundo.
Sunset costura sotaques e gerações

O Palco Sunset começou com Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago, unidos em um projeto que aproxima rap, jazz, MPB e ritmos afro-lusófonos. “Esperança”, música indicada ao Grammy Latino e ponto de partida da parceria, abriu uma apresentação que também incluiu “E Se Livros Fossem Líquidos” e “Ela É Foda”.

Os Gilsons receberam Narcizinho, Olodum e Daniela Mercury. O trio formado por José, Francisco e João Gil apresentou “Love Love”, “Pra Gente Acordar” e “Proposta”, antes de Narcizinho entrar em “Bem me quer”. Com o Olodum, vieram “Avisa lá” e “Deusa do Amor”; Daniela Mercury cantou “Nobre Vagabundo”.








João Gomes levou um cortejo de cultura popular até o Sunset, acompanhado pelo Boi da Macuca e pela Orquestra de Frevo.

Depois, apresentou “Eu Tenho a Senha” e mostrou o encontro entre piseiro, forró e instrumentos da Orquestra Brasileira.
O dia no espaço terminou com Mumford & Sons. A banda britânica apresentou sua mistura de folk e indie rock com “Little Lion Man”, “The Cave” e “I Will Wait”.
Alok divide a pista com pai, mãe e irmão
O New Dance Order recebeu uma noite dedicada à família de Alok. Bhaskar abriu a programação como Special Opening, seguido por Adam Sellouk e Gabe. Depois, Ekanta e Swarup, pais de Alok e Bhaskar, assumiram o palco.

O encerramento veio com Alok – Rave The World. A apresentação incluiu um espetáculo de drones e reuniu Alok, Bhaskar, Ekanta e Swarup no palco.
Do Espaço Favela ao Global Village
No Espaço Favela, Soul de Brasileiro abriu a programação com músicas do álbum “SOU”. O trio carioca, formado por José Junior, Ge Vieira e Negra Silva, apresentou uma mistura de soul, R&B, samba, jazz e MPB.

Priscila Senna estreou no festival com o show “No Alto da Minha História”, dedicado ao brega pernambucano. A artista apresentou “Alvejante” e “Te Beijo Chorando”, acompanhada por músicos, bailarinos e arranjos de orquestra.
“Eu sou muito orgulhosa porque eu sou mulher, sou pernambucana, está alcançando esse lugar, esse espaço que eu acho que é tão merecedor.”

A Timbalada fechou a noite no espaço com um mini trio elétrico em cena, releituras de “Felicidade” e “País Tropical”, além de participação de Gominho. Buja Ferreira desceu para o meio do público, enquanto Denny Denan dividiu os vocais com ele. A apresentação terminou com “A Roda”.

No Supernova, Celo Dut apresentou parcerias com Liniker e BK. Yago Oproprio entrou no palco com “Três da Madrugada”, Milo J reuniu fãs e Delacruz encerrou a programação com uma homenagem a MC Marcinho e canções que canta com Péricles e Ludmila.



O Global Village recebeu Badi Assad, Hamilton de Holanda e Mestrinho. Ao fim do dia, Mestrinho tocou músicas autorais e repertório de Marília Mendonça, Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Em homenagem a Rita Lee, apresentou “Caso Sério”, “Erva Venenosa” e “Lança Perfume” ao som da sanfona.
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