A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo alcançou recordes absolutos ao reunir 760 mil pessoas no Distrito Anhembi e elevar a média diária de faturamento dos expositores em 57%.
O fluxo de leitores superou as 722 mil entradas registradas na edição anterior e consolidou o encontro como um dos maiores eventos literários de toda a América Latina. Mais da metade dos visitantes teve acesso gratuito ao complexo, que recebeu ampliações estruturais para comportar o público entre os dias 4 e 13 de setembro.
Esta edição histórica mostra a força da Bienal como um grande encontro cultural e também como um importante motor para toda a cadeia do livro.

Estrutura ampliada e foco em novos públicos
A área ocupada alcançou 87 mil m² no Distrito Anhembi, índice 28% maior do que o espaço utilizado em 2024. A organização apostou em corredores mais largos, melhorias operacionais, programação noturna voltada aos leitores adultos e expansão do sistema de cashback.
Segundo Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a grande presença de jovens e famílias confirma o interesse ativo pelas páginas impressas quando há incentivo: a feira somou R$ 20 milhões em vales-livro distribuídos para dezenas de milhares de estudantes e servidores da rede municipal.
Como convidada de honra, a Espanha apresentou o projeto Confluências. O espaço de 500 m² reuniu 50 escritores sob a curadoria da escritora Marta Sanz, promovendo debates e aproximando os mercados dos dois países com painéis sobre a produção contemporânea.
Resultados expressivos impulsionam as editoras
O desempenho comercial transformou a edição na mais rentável da história de diversas casas publicadoras. A Rocco assinalou faturamento 121% superior ao da feira paulista anterior e 37% maior do que seu marco na edição do Rio de Janeiro. Paralelamente, o grupo formado por Sextante e Arqueiro cresceu 82% em comparação com 2024.
A Intrínseca atingiu alta de 85% no faturamento, impulsionada pelo interesse crescente em títulos de fantasia, como a obra A Guerra da Papoula, de R. F. Kuang. A Companhia das Letras anotou crescimento de 67% em receita financeira e expansão de 55% no total de volumes comercializados.
Outras marcas também comemoraram índices históricos ao longo dos dez dias de evento:
- Livraria Loyola comercializou mais de 60 mil exemplares entre ficção, literatura jovem, mangás e filosofia.
- Editora Mostarda aumentou as vendas em 50%, puxada por obras como Meu Pé de África e O Livro da Democracia.
- VR Editora cresceu 32% com a presença de autores nacionais e grande procura por séries juvenis e de ficção.
Serviço
- Evento: Bienal Internacional do Livro de São Paulo
- Data: 4 a 13 de setembro de 2026
- Local: Distrito Anhembi – São Paulo
- Público estimado: 760 mil visitantes
- Expositores: 269
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