A fusão de ritmos populares e encontros inéditos marcou a programação dos palcos paralelos da Cidade do Rock, que receberam apresentações potentes de pagode, funk, rap, forró e música eletrônica.
Com plateia cheia, Marvvila levou a força vocal e a cadência do pagode carioca ao Espaço Favela. O show contou com participações de Amanda Amado, Mannda Lym e Aline Wirley, ex-integrante do Rouge. No repertório, faixas autorais como “Acredita” e “A Pagodeira” dividiram espaço com clássicos do gênero e uma versão de “Killing Me Softly with His Song”, com arranjos executados pela banda completa e o cavaquinho de Ayla Albuquerque.
Esse festival é sobre tocar as pessoas com a música

Estreias nostálgicas e baile apoteótico no Espaço Favela
A nostalgia também ditou o tom da estreia de Suel no festival. O cantor reviveu sucessos da época em que liderava o Imaginasamba, incluindo “Dúvida” e “Para de Pirraça”, além de homenagear grupos seminais do pagode como Soweto e Grupo Revelação ao cantar “Derê” e “Deixa Acontecer”.
O encerramento do palco no domingo (13) transformou o espaço em um baile funk monumental liderado por Dennis DJ. Acompanhado por telões de LED, efeitos visuais e iluminação sincronizada, o produtor enfileirou sucessos como “Malandramente”, “Tá OK” e “Deixa de Onda”. O espetáculo teve ainda participação de Tília, uma celebração com o Coral das Quebradas e uma homenagem a Mr. Catra.
Rimas e sonoridades plurais pelo Supernova
No palco Supernova, o último dia de festival teve início com as rimas de AR Baby, que levou as faixas do álbum “Mestiço” e a faixa “Fundamentos das Ruas”, parceria com L7nnon. Logo depois, Bruna Black fez a plateia dançar guiada por referências nordestinas e parcerias consolidadas, como “Conte Comigo”, com Jota.pê e ÀVUÀ, e “Marrom Cremoso”, com Chico César.
Em seguida, Sant apresentou faixas que antecipam seu próximo disco para um público lotado e distribuiu artes produzidas durante a apresentação pelo designer de suas capas. Finalizando a agenda do Supernova, Lourena conduziu sua turnê acústica com participações de Sant e do grupo 3030, entoando sucessos conhecidos como “Dizeres”.
Performances conceituais e arrasta-pé no Global Village
O conceito cênico surpreendeu quem passava pelo Global Village logo no show de Kynnie. Caracterizada como freira e ladeada por bailarinos carregando bíblias em alusão ao longa-metragem “Mudança de Hábito”, a artista mesclou canções autorais como “Pegada de Vilã”, “Me Curar” e “Pretinho” com referências a Lauryn Hill e Snoop Dogg, além de homenagear Preta Gil com o dueto “Oro”.
A sequência trouxe Lucy Alves e sua sanfona, convertendo a área em um grande arrasta-pé e enfatizando sua emoção no evento. Na reta final da programação do palco, a cantora canadense Haley Smalls estreou no Brasil com repertório acolhido pelo público, arriscando frases em português para retribuir o carinho recebido.
Pista eletrônica até o amanhecer
No New Dance Order, a vertente eletrônica comandou a pista com uma sucessão de sets pensados para sustentar a energia do festival até a madrugada. A abertura coube ao projeto Dawn Patrol, formado por Maz, Antdot, Riascode e Bakka, seguido pelas apresentações de Illusionize, Roddy Lima e pelo encerramento a cargo de John Summit.
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