Com bateria erguida nas alturas, segurança cantando no palco e tambores sobre os braços da plateia, o duo Twenty One Pilots transformou o encerramento do festival em uma imersão física coletiva.
A primeira apresentação do Twenty One Pilots na história do festival colocou a plateia literalmente como sustentação da performance. Comandada por Tyler Joseph e Josh Dun, a apresentação que finalizou os sete dias de evento combinou vigor rítmico, cenografia em movimento e interação direta com o público.
Não podemos deixar passar batido uma declaração de amor de um cara como o Elton John para o Brasil. A gente tem que valorizar e entender o quanto o Brasil entregou para um artista dessa dimensão. E não vamos deixar isso ser esquecido nunca.
A reflexão compartilhada por Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, sintetizou o encerramento da edição na Cidade do Rock, que registrou a passagem de mais de 700 mil pessoas para acompanhar 190 shows, mais de 1.300 artistas e 45 atrações internacionais. Na última noite, o duo norte-americano abriu os trabalhos com “Overcompensate” e desfilou faixas marcantes da trajetória, como “Heathens”, “Shy Away” e “Jumpsuit”.
O dinamismo cênico atingiu o ápice quando Josh Dun escalou uma estrutura vertical para tocar bateria suspensa no ar. Minutos depois, ambos foram conduzidos por plataformas apoiadas diretamente nas mãos dos fãs para tocar percussão no meio da pista. A reta final ainda reservou espaço para Jonathan, segurança da equipe do evento e admirador da banda, subir ao tablado principal para entoar o clássico “Ride” em coro com os músicos.

Labaredas, encontros vocais e telão monumental

A despedida do Palco Mundo foi inaugurada pelo show “A La Sangalo”, de Ivete Sangalo, completando sua vigésima participação em edições da marca. Além de sucessos como “Macetando”, “Poeira” e “Pequena Eva”, a cantora baiana surpreendeu ao interpretar “NUEVAYoL”, de Bad Bunny, e “Corazón Partío”, em frente à nova estrutura de telão de LED de 2,4 mil metros quadrados estreada neste ano.

A britânica Lola Young enfrentou o clima chuvoso em sua primeira passagem pelo Brasil, emocionando-se ao debater guerras e tecnologia antes de puxar “Spiders” e concluir a apresentação com o hit “Messy”. Na sequência, Halsey preencheu o espaço com fogo cenográfico, desceu até a grade para contato com os espectadores em “Without Me” e apresentou arranjos pesados em sucessos como “Hurricane” e “Closer”.
Coreografias e tradição nortista agitam o entardecer
No Palco Sunset, a headliner sueca Zara Larsson vestiu as cores verde e amarela, executou passos de funk carioca e convocou o fã Sayron para dançar “Lush Life” após presenteá-lo com uma camisa customizada. Durante a canção “Midnight Sun”, o público ergueu amigos pelos braços repetindo uma tendência dos palcos internacionais.


A faixa diurna do Sunset também promoveu conexões de destaque: Carol Biazin dividiu microfones com Joyce Alane em “Tudo com você”, enquanto Joelma realizou sua estreia histórica no evento com clássicos paraenses ao lado de Viviane Batidão.

Marina Sena conduziu uma apresentação sob chuva ao lado de Céu, interpretando “Varanda Suspensa” e “Malemolência” antes de fechar o espaço com “Carnaval” e “Desmitificar”.
Fotos: Moriva
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