Uma escrivaninha vira balão, dirigível e, por fim, o 14-bis. Na estreia mundial da Ópera-Monólogo “Santos Dumont: 120 anos do voo”, Cyro Delvizio transforma os últimos momentos do Pai da Aviação em um mergulho entre memória, realidade e devaneio.
A obra chega à Sala de Câmara da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, nos dias 23 e 24 de outubro, sexta-feira e sábado. A primeira récita coincide com o aniversário de 120 anos do voo histórico do 14-bis, realizado por Santos Dumont em Paris.
Com música e libreto de Cyro Delvizio, a montagem parte dos escritos autobiográficos de Meus Balões. A narrativa acompanha o aviador no Hotel La Plage, no Guarujá, e propõe um retrato psicológico do inventor, que transita entre a genialidade, a solidão e as contradições de sua trajetória.
“Santos Dumont foi um símbolo de genialidade e pioneirismo, mas também carregou solidão, dúvidas e profundas contradições.”

O inventor em cena
Em cena, o tenor João Campelo interpreta Santos Dumont. Ele é acompanhado por um conjunto instrumental formado por clarinete, violoncelo, acordeão, vibrafone, percussões e violão.
A cenografia modular usa bambu, tecidos e referências à estética do aviador. Um único elemento cênico se transforma ao longo da obra: a escrivaninha que abre a narrativa se converte em balão, dirigível e, finalmente, no 14-bis.
A linguagem musical dialoga com a tradição operística e incorpora elementos de modinha, marchinha, seresta, samba e cultura popular. O resultado é uma obra contemporânea, comunicativa e ligada à identidade nacional.

O sonho e suas consequências
Para o autor, a obra nasceu do desejo de revelar o homem por trás do mito. Segundo Cyro Delvizio, a história de Santos Dumont permanece atual porque trata de sonho, inovação e responsabilidade diante das consequências das próprias criações.
“A ópera busca justamente esse encontro: celebrar o herói e revelar o ser humano.”
Com duração aproximada de 60 minutos, a montagem combina ópera, teatro e elementos visuais. A proposta reafirma a possibilidade de uma nova ópera brasileira: portátil, acessível e capaz de aproximar diferentes públicos da arte lírica.

Quem é Cyro Delvizio
Cyro Delvizio é violonista, compositor e pesquisador, com atuação na promoção da música erudita brasileira. É integrante fundador do Duo Cancionâncias e realizou turnês solo no México, além de participar do GFA International Convention nos Estados Unidos.
Sua produção reúne mais de 70 obras executadas por orquestras brasileiras e em países como Portugal, França, Alemanha, México, Estados Unidos, Japão e Finlândia. Entre suas óperas estão “A Peste” e “Um Homem Amarelo”.

Serviço
- Estreia Mundial: Ópera-Monólogo “Santos Dumont: 120 anos do voo”
- Datas: 23 e 24 de outubro de 2026, sexta-feira e sábado
- Horário: 19h
- Local: Sala de Câmara da Cidade das Artes, Rio de Janeiro
- Concepção: música e libreto de Cyro Delvizio
- Duração: aproximadamente 60 minutos
- Ingressos: de R$ 30,00 a R$ 80,00
- Comprar online: https://bileto.sympla.com.br/event/127819?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAb21jcAU0cbVleHRuA2FlbQIxMQBwZG9mAnNydGMGYXBwX2lkDzU2NzA2NzM0MzM1MjQyNwABpwh3KGTmux76vZwLB_wRbbpr7E5NX4FB-J4Lm3clPVRuVPXdz3L_uiAACS53_aem_8xcZwjQ7PsmgTX7AM603Gg&utm_id=97760_v0_s00_e0_tv3
- Direção geral: Cyro Delvizio
- Santos Dumont: João Campelo (ator/tenor)
- Violão: Cyro Delvizio
- Acordeão: Matheus Queiroz
- Violoncelo: Paulo Santoro
- Vibrafone e percussões: Ana Letícia Barros
- Clarinete: Thiago Tavares
- Produção executiva: Manuelai Camargo (Música Plena Produções Culturais)
- Instagram: https://www.instagram.com/operasantosdumont



