O baterista e compositor Matheus Marinho lança o álbum autoral orAÇÕES no dia 06 de novembro, reunindo faixas construídas sobre áudios afetuosos de família e ruídos da natureza.
Consolidado como uma das vozes proeminentes da nova geração da música instrumental nacional, o instrumentista paulistano Matheus Marinho apresenta seu quarto projeto de estúdio. O trabalho chega às plataformas digitais pelo selo Tratore com distribuição nacional, trazendo produção e direção artística assinadas pelo próprio artista. As sessões de gravação ocorreram no dia 06 de agosto, com suporte técnico do engenheiro de som Leonardo Marques.
Cada faixa nasce como uma prece — uma forma sincera de expressar sentimentos, buscar respostas e conectar-se com o divino.

Uma ponte entre a devoção e o movimento
O conceito central da obra propõe a fusão entre a espiritualidade contemplativa e a necessidade de ação no mundo físico. Além de expressar essa busca espiritual, o trabalho presta uma homenagem póstuma ao primo do compositor, Lucas, resgatando memórias afetivas compartilhadas na infância.
Para construir a identidade estética do projeto, a principal referência criativa veio do álbum Pictures, gravado pelo baterista Jack DeJohnette em 1977. Partindo de ambiências concretas, o processo composicional utilizou captações reais de áudio como alicerce estrutural para as melodias e arranjos da bateria.
Na faixa Súplicas de mãe, a estrutura harmônica desenvolveu-se a partir de um registro vocal enviado por Selma Barbosa, mãe do artista. Sobre essa base, o músico gravou um solo que serviu de guia para os improvisos da cantora Marina Marchi e do vibrafonista Jehi Son.

Gravador de campo e cantos da mata em Minas Gerais
A pesquisa sonora expandiu-se durante uma viagem de descanso até a zona rural de Córrego do Bom Jesus, em Minas Gerais. Na ocasião, o compositor registrou dez minutos contínuos do canto de pássaros nativos na mata, material que serviu como guia para a construção percussiva da faixa A Dança dos Pássaros.
A presença familiar estende-se à colaboração de sua esposa, Deyse Alves Marinho, que assina a arte da capa e declama um texto poético na composição Oferta. A busca por sonoridades orgânicas inclui ainda captações caseiras registradas sob telhado de telha com uso de microfone único, além de gravações realizadas no Estúdio Ekord.

Da iniciação comunitária aos palcos nacionais
A relação do baterista com as baquetas teve início aos quatro anos de idade nas reuniões de sua comunidade religiosa na periferia da capital paulista. Sem altura suficiente para alcançar todos os pedais da bateria, o aprendizado exigia apoio comunitário: duas crianças sentavam-se no chão para acionar o bumbo e segurar a máquina de chimbal enquanto ele tocava.
O divisor de águas técnico e formal ocorreu com o ingresso na Escola do Auditório Ibirapuera, local onde o músico teve o primeiro contato com uma formação orquestral completa. A partir dessa experiência, aprofundou a pesquisa sobre os mestres da bateria brasileira, estudando a linguagem de referências como Wilson das Neves, Edson Machado, Milton Banana e Lilian Carmona.
Ao longo da trajetória profissional, o artista colaborou em apresentações e gravações ao lado de nomes expressivos como Fabiana Cozza, Adriana Moreira, Banda Mantiqueira, Tássia Reis e Izzy Gordon. O repertório autoral antecedente inclui os trabalhos Vinticinco (2024), O novo sempre vem (2026) e En vivo Jazz a la Calle (2026).

Serviço
- Lançamento: Álbum orAÇÕES – Matheus Marinho
- Data: 06 de novembro (sexta-feira)
- Plataformas digitais: Spotify, Deezer, Apple Music e demais serviços de streaming
- Distribuição: Tratore
- Pré-save: https://tratore.ffm.to/marinho2o
- Site oficial: https://matheusmarinho.mobirisesite.com/

