La maman et la putain e o esgotamento do pós-68
Entre os destaques está La maman et la putain (Jean Eustache, 1973), retrato crítico da melancolia e do desencanto de uma geração. Já Simone Barbès ou la vertu (Marie-Claude Treilhou, 1980) e Corps à cœur (Paul Vecchiali, 1979) tratam do corpo feminino, do amor irregular e da opressão nos espaços urbanos.Dissidência, exílio e trauma
Do lado alemão, In einem Jahr mit 13 Monden (Rainer Werner Fassbinder, 1978) mergulha na experiência trans e na violência social. Freak Orlando (Ulrike Ottinger, 1981) e Taxi zum Klo (Frank Ripploh, 1980) abordam a estética queer e os limites entre solidão e desejo. Já Wundkanal (Thomas Harlan, 1984) confronta a memória nazista ao documentar o confronto simbólico entre gerações.A mostra também exibe La ville des pirates (Raul Ruiz, 1983), um labirinto visual sobre o exílio e a memória. Ao longo do evento, o público é convidado a refletir sobre as ressonâncias entre a contracultura dos anos 70 e as discussões contemporâneas sobre dissidência e corpo político.“Esses filmes mostram que o desejo e o corpo podem ser formas de resistência estética e política”, destaca o curador Pedro Henrique Ferreira.
Debate e programação completa
O evento encerra com o debate Corpos Dissidentes na Contracultura Pós-68: Pontes com o Presente, no dia 28 de fevereiro, reunindo convidados para discutir como as dissidências corporais e de gênero seguem inspirando novas narrativas.Serviço
Mostra: Corpos em Revolta: O Underground na França e Alemanha (1970s–1980s)Local: Estação NET Rio – R. Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo, Rio de JaneiroData: 25 a 28 de fevereiroClassificação: 16 e 18 anosIngressos: https://www.ingresso.com/cinema/estacao-net-rio?city=rio-de-janeiroFoto: Divulgação



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