Premiado no Fantaspoa, “Covil” chega a Cannes e estreia no Telecine com trama de mistério familiar e tensão psicológica envolvendo um quarto trancado.
O suspense brasileiro “Covil” entra em cena com força internacional antes mesmo de alcançar o público nacional. Selecionado para o Marché du Film do Festival de Cannes no dia 16, o longa estreia poucos dias depois, em 20 de maio, diretamente no catálogo do Telecine — movimento que reforça a aposta no streaming como principal vitrine.
Protagonizado e produzido por Vitória Strada e Daniel Rocha, o filme dirigido por Rodrigo Lages já chega com reconhecimento: levou o prêmio de Melhor Filme Nacional no Fantaspoa, um dos principais festivais de cinema fantástico do país. Agora, amplia seu alcance ao integrar a programação de mercado do evento francês, espaço estratégico para circulação internacional.
Uma casa, um quarto e um segredo
A narrativa acompanha Olívia, interpretada por Juliana Lourenção, que se muda com o marido Pedro (Daniel Rocha) para uma casa herdada após a morte do pai. O imóvel, porém, carrega mais do que memórias familiares: há um quarto trancado que nenhuma chave consegue abrir.
Com o passar dos dias, ruídos e acontecimentos inexplicáveis começam a se repetir. A tensão cresce até que Pedro testemunha algo impossível dentro do cômodo. É quando surge Clara, personagem de Vitória Strada — uma figura frágil, confusa e cercada de mistério, que afirma viver ali há muito tempo.
Enquanto Olívia decide acolhê-la, Pedro mergulha em desconfiança. A partir daí, o filme constrói um jogo psicológico que mistura paranoia, passado familiar e revelações que se desdobram lentamente.
https://www.youtube.com/watch?v=6FT-C8Tgnk4
Um papel desafiador na carreira
Para Vitória Strada, “Covil” representa uma virada significativa. Além de protagonizar, ela também atua como produtora, participando diretamente das decisões criativas do projeto.
“‘Covil’ foi um divisor de águas pra mim. Não só por protagonizar, mas por estar à frente como produtora, acompanhando cada decisão criativa e entendendo o impacto que isso tem na experiência do público. A personagem que eu interpreto é completamente diferente de tudo que eu já fiz. Uma figura enigmática, que o público não entende por completo de imediato e vai sendo revelada aos poucos, camada por camada. Isso exigiu de mim uma entrega muito profunda, de corpo e alma, e foi um dos trabalhos mais desafiadores da minha carreira como atriz”, afirma Vitória Strada.
Essa construção gradual da personagem é, inclusive, um dos pilares do filme. Ao evitar respostas imediatas, “Covil” aposta na inquietação constante, mantendo o espectador em dúvida sobre o que é real — e o que pode ser fruto de algo muito mais profundo.
Do circuito de festivais ao streaming
A trajetória do longa indica um caminho cada vez mais comum no audiovisual brasileiro: o diálogo entre festivais e plataformas digitais. Depois de se destacar no circuito especializado, “Covil” chega ao Telecine com estreia simultânea no streaming e na TV, ampliando o alcance junto ao público.
Disponível via Globoplay, Prime Video e operadoras, o lançamento reforça o espaço do suspense nacional em um cenário dominado por produções internacionais. Ao mesmo tempo, a presença em Cannes coloca o filme em uma vitrine global, abrindo portas para novas possibilidades de distribuição.
Serviço
- Filme: Covil (2026)
- Estreia no streaming: 20 de maio
- Onde assistir: Telecine (via Globoplay, Prime Video e operadoras)
- Exibição na TV: Telecine Premium, dia 20, às 22h
- Direção: Rodrigo Lages
- Elenco: Vitória Strada, Daniel Rocha, Juliana Lourenção, James Turpin e Darlan Júnior
- Gênero: Terror, suspense
- Duração: 93 minutos
- Classificação: 18 anos

Gostou do nosso conteúdo?
Seu apoio faz toda a diferença para continuarmos produzindo material de qualidade! Se você apreciou o post, deixe seu comentário, compartilhe com seus amigos. Sua ajuda é fundamental para que possamos seguir em frente! 😊