A intimidade, a maternidade e a complexidade humana de uma das maiores vozes da música brasileira ganham destaque na tela com a estreia do documentário original Elis & Eu.
Lembranças familiares e relatos inéditos guiam a produção que busca responder quem era a mulher por trás do palco. Baseado na obra “Elis e Eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe”, escrita pelo produtor musical João Marcello Bôscoli, o longa-metragem abre espaço para memórias afetivas, arquivos raros e reflexões sobre a convivência direta com a artista.
Ela foi uma excelente mãe, uma excelente pessoa, uma excelente companheira, uma pessoa muito brava que não admitia mentiras. Ela só falava a verdade e às vezes essa posição incomoda um pouco as pessoas.
A produção reúne depoimentos de grandes personalidades que cruzaram a vida pessoal e profissional da cantora. Nomes como Rita Lee, Milton Nascimento, César Camargo Mariano, Ronaldo Bôscoli, Wanderléa e Roberto Menescal ajudam a traçar as múltiplas facetas de Elis Regina: sua generosidade, exigência técnica, inquietações e a dedicação à criação dos filhos.

Sete frases que desvendam a essência da artista
O documentário apresenta declarações marcantes de pessoas próximas e reflexões da própria cantora ao longo de sua trajetória:
- “Ela foi uma excelente mãe, uma excelente pessoa, uma excelente companheira, uma pessoa muito brava que não admitia mentiras. Ela só falava a verdade e às vezes essa posição incomoda um pouco as pessoas.” — César Camargo Mariano, músico e companheiro de Elis.
- “As mães hoje trabalham fora e tem uma culpa muito grande. A Elis trabalhava fora, mas ela procurava dar esse amor para eles de uma outra forma.” — Celina Silva, jornalista e secretária.
- “Não é muito difícil conciliar as coisas, desde que a gente aja muito às claras. Quer dizer, se hoje tem trabalho, eles compreendem. Ou ‘hoje eu não vou sair para trabalhar, eu vou sair para ir ao cinema’. Também sou filha de Deus, mereço. E eles são pessoas compreensivas.” — Elis Regina.
- “A gente ficou babando, que pessoa mais incrível. O mínimo que a gente podia fazer era uma música, né? Então é pimenta, mas uma pimenta super doce, super genial, super mãezona de todo mundo, né?” — Rita Lee, sobre a canção Doce de Pimenta.
- “Ela sempre foi cercada de homens e eu acho que muito do que a gente fala a respeito do temperamento da Elis é machismo puro, né? Não era muito normal isso, uma mulher ter opinião do que quer gravar, que arranjo ela quer, qual acorde. Me parece que ela se masculiniza também em algum sentido cortar ao cabelo daquele jeito. Ela já falou numa entrevista que era para diminuir o assédio.” — João Marcello Bôscoli.
- “Fora do palco, ela era realmente uma mulher com a vida tradicional, normal. Ela ia para minha casa para fazer ficar batendo papo, fazendo tricô, bordando e trocando figurinha. Amiga, comadre mesmo.” — Ione Cirilo, jornalista e amiga.
- “Se por ventura eu lhe falhar, não estiver à sua altura, se for menos do que você acha que merecia, não me imagine mais do que eu sou. Tenho tantos problemas como você. Não me culpe antes, procure me compreender. Sou resultado do que a vida fez comigo, inconsciente e inconsequentemente.” — Elis, em carta ao filho João Marcello.

Bastidores da realização cinematográfica
Com direção do cineasta André Bushatsky, o projeto é uma coprodução entre a NBCUniversal Global Distribution, Movioca Casa de Conteúdo e Bushatsky Filmes. A produção retrata a vivência familiar e as complexidades de uma figura central da cultura nacional, contando também com a presença da atriz Lílian Menezes em cenas do longa.

Serviço
- Título: Elis & Eu
- Onde assistir: Exclusivo no UNIVERSAL+ (disponível pelas plataformas Prime Video, Claro TV+, Vivo TV, Meli+ e UOL Play)



