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Festival baiano estreia no Rio com filmes premiados e sessões raras

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Filmes premiados, obras históricas e formação audiovisual ocupam o CCBB Rio em uma mostra inédita que conecta o circuito baiano ao público carioca.

Pela primeira vez no Rio, o Panorama Internacional Coisa de Cinema leva ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro uma seleção de destaques da sua 21ª edição. A mostra acontece entre 16 e 26 de julho de 2026, com entrada gratuita, reunindo dez longas e 12 curtas premiados, além de sessões especiais e atividades formativas.

Muitos dos filmes terão estreia na cidade. A circulação amplia o alcance de produções exibidas originalmente em Salvador e Cachoeira, incluindo obras baianas que agora encontram o público carioca.

Esse intercâmbio permitirá que algumas obras, principalmente as produzidas na Bahia, tenham a sua estreia carioca

A avaliação é da diretora e curadora Marília Hughes, que destaca o papel da mostra em conectar diferentes cenas do cinema brasileiro.

Premiados e estreias no circuito carioca

Entre os destaques está “Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba”, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança, vencedor de Melhor Longa da Competição Nacional. O filme percorre o Rio em uma narrativa inspirada em Moby Dick.

Também integram a programação “Anti-heróis do udigrudi baiano”, de Henrique Dantas, premiado na Competição Baiana, e “Aisha não pode voar”, de Morad Mostafa, vencedor da Competição Internacional.

A seleção percorre diferentes territórios e temas, de questões sociais e identitárias a experimentações narrativas e documentais.

Sessões resgatam marcos do cinema

Além dos premiados, a mostra inclui exibições de obras históricas. Entre elas, “Meteorango Kid, o herói intergaláctico” (1969), de André Luiz Oliveira, e “De certa maneira” (1974), de Sara Gómez.

Os dois filmes ampliam o olhar sobre momentos decisivos do cinema latino-americano, com abordagens que misturam linguagem experimental, política e crítica social.

Outro destaque é a mostra A Onda Queer do Super 8 Paraibano, com curtas dos anos 1980 que exploram narrativas dissidentes em um contexto marcado por censura.

Encerramento e formação de público

O encerramento traz o inédito “As Travessias de Letieres Leite”, de Day Sena e Iris de Oliveira, que percorre a trajetória do músico e maestro e sua pesquisa sobre matrizes africanas na música brasileira.

A programação inclui ainda duas oficinas: crítica cinematográfica, com Adolfo Gomes, e restauração digital, com William Plotnick, abordando processos técnicos e análise audiovisual.

Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados no dia de cada sessão, a partir das 9h, na bilheteria ou pelo site https://bb.com.br/cultura

Serviço


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