O Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO chega à sua 23ª edição reunindo 67 filmes de 17 estados brasileiros e colocando em pauta um dos temas mais urgentes da atualidade: migração, mobilidade humana e mudanças climáticas. Com entrada gratuita, o evento acontece de 29 de junho a 5 de julho de 2026 e transforma a capital mato-grossense em um polo de reflexão, diversidade e produção audiovisual.
-grossense em um polo de reflexão, diversidade e produção audiovisual. a capital mato-grossense em um polo de reflexão, diversidade e produção audiovisual.Mais do que uma vitrine do cinema contemporâneo, o festival se consolida como um espaço de encontro entre diferentes territórios, narrativas e experiências. Nesta edição, a homenagem é dedicada ao diretor, ator e dramaturgo Amauri Tangará, cuja trajetória está profundamente ligada às identidades populares e às expressões culturais do chamado Brasil profundo.
Mostra competitiva reúne narrativas diversas
O tradicional Troféu Coxiponé será disputado por sete longas-metragens que revelam diferentes olhares sobre o país. Entre eles está “Eclipse” (SP), thriller dirigido e protagonizado por Djin Sganzerla, inspirado em fatos reais, e “Dentre Nordeste e Sudeste” (SP), de Andrea Mendonça, que acompanha trajetórias de migrantes nordestinos em São Paulo.
A seleção também inclui “Filhas da Noite” (PE), de Henrique Arruda e Sylara Silvério, que destaca a resistência e a memória de artistas trans veteranas do Recife, e “Perto do Sol é Mais Claro” (RJ), drama dirigido por Régis Faria e protagonizado por Reginaldo Faria.
Completam a competição “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky” (AM), coprodução entre Amazonas e Mato Grosso; além das produções mato-grossenses “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini, e “Memória de Elefante”, de Severino Neto, que abordam, respectivamente, violência, relações humanas e a resistência do Cerrado.
Curta-metragens e novos olhares
A mostra de curtas reúne 15 produções, com destaque para a diversidade regional e estética. Cinco delas são de Mato Grosso, reforçando o protagonismo local dentro da programação.
- “A Pele do Ouro” (RR), de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo
- “Canto” (GO), de Danilo Daher
- “Entre Cinzas” (GO), de Daniel Calil e Renato Ogata
- “Kaira e o Temporal” (CE), de Wagner Nogueira Mendes
- “Kika Não Foi Convidada” (RO), de Juraci Júnior
- “Mapago” (MS), de Marcus Teles
- “Memórias com Vista para o Mar” (RJ), de Marton Olympio
- “Presépio” (RJ), de Felipe Bibian
- “Canção Imigrante” (RS), de Cleverton Borges e Pedro Guindani
- “Ressonância” (RN), de Anna Zêpa
- “Belo Ouro”, de Pither Lopes
- “Capim”, de Julia Munhoz e Caio Pimenta
- “O Olhar de Antonio”, de Glória Albues
- “Sacas de Areia”, de Raphael Henrique
- “Divino: Sua Alma, Sua Lente”, de Clea Torres, Gilson Costa e Divino Tserewahú
Documentários ampliam debate social
A Mostra Documenta Brasil reforça o compromisso do festival com a memória e a reflexão crítica sobre o país. Os títulos selecionados exploram diferentes momentos e personagens da história brasileira.
- “Quatro Luas Pantaneiras” (MS), de Ana Carla Loureiro
- “Pau D’Arco” (RJ), de Ana Aranha
- “Anistia 79” (RJ), de Anita Leandro
- “Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape” (PR), de Sérgio Santos Barroso
- “Sérgio Mamberti – Memórias do Brasil” (SP), de Evaldo Mocarzel
Ao reunir essas obras, o festival amplia o olhar sobre temas históricos, culturais e políticos, conectando passado e presente em narrativas que dialogam diretamente com o tema central da edição.
Presenças e encontros com o público
O evento contará com a presença de nomes relevantes do audiovisual brasileiro. A atriz e diretora Dira Paes retorna ao festival para entregar o prêmio que leva seu nome, dedicado a mulheres com atuação de destaque no cinema e em causas socioambientais.
A atriz cuiabana Bella Campos participa da apresentação de “Cinco Tipos de Medo”, enquanto Vanessa Gerbelli acompanha a exibição de “Perto do Sol é Mais Claro”. Também estão confirmados nomes como Jorge Bodanzky, Régis Faria, Betse de Paula e Renato Barbieri.
Além das sessões, os convidados participam de debates, oficinas e encontros com o público, fortalecendo a troca entre realizadores e espectadores e incentivando a formação de novas plateias.
Programação paralela amplia acesso
A programação começa antes mesmo da abertura oficial com o Cinema Paradiso, iniciativa que leva sessões a instituições que atendem pessoas com mobilidade reduzida ou que não podem se deslocar até os espaços de exibição.
Entre os dias 30 de junho e 3 de julho, o festival promove oficinas formativas. Já no dia 1º de julho, acontece o seminário “Migração, Mobilidade Humana e Mudanças Climáticas”, aprofundando o tema central da edição. Rodas de conversa nos dias 3 e 4 de julho e encontros diários com realizadores complementam a agenda.
Com essa estrutura, o CINEMATO se posiciona não apenas como espaço de exibição, mas como um ambiente de reflexão crítica, formação e inclusão cultural.
Realização e parcerias
O festival é realizado pelo Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio do Governo de Mato Grosso.
A iniciativa conta ainda com parceria da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT (Procev-UFMT), Primeiro Plano Cinema e Vídeo e Trup., além do apoio institucional de diversas entidades culturais e educacionais, incluindo o Cineclube Coxiponés, o Curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, a Rede Cineclubista de Mato Grosso e a Assembleia Legislativa do estado. O apoio cultural é da TV Centro América.
Serviço
- Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO
- De 29 de junho a 5 de julho de 2026
- Entrada gratuita
- Mais informações e programação completa: http://festivalcinemato.com.br/
- Instagram: @festivalcinemato





