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Ana da Nova transforma memórias em arte na sua 1ª individual

Ana da Nova transforma memórias em arte na sua 1ª individual

Dois anos de pesquisa sobre espaços afetivos resultam em tapeçarias e pinturas que abrem na Galeria Berlin, em Florianópolis, na sexta-feira, dia 15 de maio.

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Há memórias que se instalam como arquitetura interna: silenciosas, persistentes, moldando quem somos sem pedir licença. É nesse território íntimo e profundamente ligado aos espaços que habitamos que a artista catarinense Ana da Nova apresenta sua primeira exposição individual. “O Íntimo, O Inseparável, O Resto” abre na sexta-feira, 15 de maio, às 19h, na Galeria Berlin, no Centro de Florianópolis.

Um ano e três meses em obras

O conjunto de trabalhos foi desenvolvido ao longo de um ano e três meses. A mostra reúne duas grandes tapeçarias feitas à mão com a técnica esmirna e 20 obras em técnica mista sobre papel algodão, algumas em grande formato. As tapeçarias funcionam como fragmentos de um lar reinventado e dialogam com pinturas que combinam aquarela e outros materiais.

Esse encontro entre suportes cria um percurso visual que atravessa jardins, cenários e paisagens imaginárias. Esses lugares, embora inventados, carregam a marca de espaços reais que acompanharam a infância e a adolescência da artista — memórias arquitetônicas e afetivas que se transformam em cor, ritmo e movimento.

O que sobrou e nos formou

A própria artista resume bem o que a exposição propõe. Segundo Ana da Nova, a mostra fala da importância da casa e dos lugares como formação de intimidade e memória.

A exposição fala da importância da casa, dos lugares, como formação de intimidade e memória: o que é tão íntimo que não é falado, tão importante que não pode ser separado da nossa própria história, e o que sobrou de tudo isso e nos formou como indivíduos, na esfera da individualidade singular de cada um.

Ana da Nova, artista

Com curadoria de Kamilla Nunes, a exposição propõe uma reflexão sobre como cada indivíduo é feito de camadas, rastros e permanências. “Esse trabalho está muito ligado à minha trajetória, mas pode facilmente ser confundido com o percurso de qualquer pessoa, afinal todos somos o resto do que já foi vivido”, compartilha a artista.

De volta ao casarão histórico

Ana da Nova já havia participado da coletiva “Noites Verticais”, também com curadoria de Kamilla Nunes, na Galeria Berlin. Agora retorna ao casarão histórico com uma individual — e o vínculo com o espaço é parte do próprio sentido da exposição.

“Esse lugar mora no meu coração. Ocupar um espaço preservado no coração da cidade é maravilhoso, ainda mais com o apoio da produtora Marina Tavares e de toda a equipe, que me faz sentir em casa, em total sintonia com o contexto da exposição”, afirma a artista.

Inserida em um espaço cultural com atrações musicais e gastronômicas, a Galeria Berlin recebe a mostra até 27 de junho.

Sobre a artista

Ana da Nova é artista catarinense dedicada ao estudo das artes visuais, com foco em aquarela e tapeçaria. Sua pesquisa percorre espaços imaginários, psíquicos e desconhecidos que fazem parte de cada um de nós. Entre formas orgânicas e geométricas, seu trabalho joga com a tensão entre razão e emoção, o visível e o invisível, o contido e o expansivo.


Serviço


Ana da Nova transforma memórias em arte na sua 1ª individual
Foto: Divulgação
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