A trajetória de Luiz Antônio Feliciano Marcondes ganha releitura cênica ao condensar cinco décadas de avenida em quase duas horas de espetáculo no centro histórico fluminense.
O desafio de reviver uma lenda viva do carnaval ganhou espaço em rede aberta na tarde desta sexta-feira (18). A apresentadora Gardênia Cavalcanti conversou com a equipe criativa de “O Neguinho da Beija-Flor – Musical” durante a exibição do programa “Vem com a Gente”, na Band Rio, revelando o processo de construção cênica e biográfica do projeto em cartaz no Teatro João Caetano.
Representar o Neguinho da Beija-Flor é uma responsabilidade que não me causa medo, pois a figura dele é de muita alegria.
O papel principal coube a Izak Dahora, encarregado de dar vida a Luiz Antônio Feliciano Marcondes desde as raízes de sua história até o auge da consagração artística popular. Para o ator, vestir a persona do icônico puxador de samba exige mergulhar em um imaginário coletivo sedimentado pelo público brasileiro ao longo de meio século de desfiles.

Cinco décadas de avenida condensadas em dois atos
Sob a condução do diretor Luiz Antonio Pilar, o espetáculo foi estruturado ao longo de cerca de 1h50 de duração, dividido em dois atos para dar conta de episódios determinantes do sambista. A dramaturgia aborda passagens que partem da infância simples e alcançam o último ano de desfiles oficiais na passarela do samba.
Segundo o próprio diretor, o vasto volume de memórias e fatos biográficos de Neguinho exigiu cortes precisos para equilibrar a cronologia sem perder a espinha dorsal de sua consagração, resultando em um recorte focado nos principais acontecimentos que moldaram sua voz como cantor e compositor.

Serviço
- Espetáculo: O Neguinho da Beija-Flor – Musical
- Local: Teatro João Caetano, Centro do Rio de Janeiro
- Direção: Luiz Antonio Pilar
- Protagonista: Izak Dahora