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Brasil Contemporâneo expande mapa da arte manual na ArtRio 2026

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O programa BRASIL CONTEMPORÂNEO chega à ArtRio 2026 ampliando o mapa da arte feita à mão no país, com 12 galerias selecionadas pela curadora Paula Borghi ocupando o pavilhão MAR e destacando tradições e técnicas que atravessam gerações.

Na feira deste ano, o foco recai sobre práticas que carregam nas cores, nos materiais e nos gestos a história e a cultura brasileira. O setor BRASIL CONTEMPORÂNEO foi desenhado para evidenciar o conceito de “fazer com as mãos”, reunindo artistas que atuam de forma manual em todas as etapas de suas obras, da concepção à produção.

As galerias participantes vêm de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, representando artistas de 14 estados brasileiros: Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Minas Gerais, Pernambuco, Acre, Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul. A seleção constrói um recorte geográfico diverso da produção contemporânea no país.

“Este setor amplia a compreensão geográfica de quem produz arte hoje no Brasil, configurando-se como uma ótima oportunidade para conhecer novos artistas e fomentar uma coleção de arte contemporânea brasileira em toda a sua diversidade regional” apresenta Paula Borghi.

Ao privilegiar o trabalho manual, o programa coloca em evidência o saber transmitido entre mestres, famílias e comunidades. Cada peça carrega o gesto da artista ou do artista, o aprendizado partilhado ao longo do tempo e uma memória específica de lugar, seja em paisagens, narrativas visuais ou experimentações com materiais como cordas, tecidos e superfícies bordadas.

Pavilhão MAR reúne 12 galerias

As 12 galerias do BRASIL CONTEMPORÂNEO estarão instaladas no pavilhão MAR, construído na área externa da ArtRio, em diálogo direto com o ambiente da Marina da Glória e com a circulação do público entre os diferentes programas da feira.

Na AMPARO 60, o visitante encontra obras de Luiza Hermano (Preaoca, CE), Fefa Lins (Recife, PE) e Marlan Cotrim (Goiânia, GO), conectando práticas de distintas regiões nordestinas e do Centro-Oeste.

A galeria MT Projetos de Arte apresenta o trabalho de Humberto Espíndola (Campo Grande, MS), Jota (Rio de Janeiro, RJ) e Gervane de Paula (Cuiabá, MT), compondo um eixo que passa pelo Mato Grosso do Sul, pelo Rio de Janeiro e pelo Mato Grosso.

Na Murilo Castro, o programa destaca Fabio Baroli (Uberaba, MG), Julio Primeiro (Fortaleza, CE) e Flavia Renault (São Paulo, SP), aproximando diferentes experiências de pintura e investigação visual entre Sudeste e Nordeste.

A galeria WG traz obras de Alex Rocca (São Paulo, SP) e Tathyana Santiago (Aracaju, SE), reforçando o diálogo entre práticas paulistas e sergipanas em torno do fazer manual.

Tradições locais e narrativas visuais

Na galeria NÚMERO, o público encontra trabalhos de Hugo Sá (Caruaru, PE – vive em São Paulo, SP), Eduardo Gaudêncio (Recife, PE) e Isabela Capeto (Rio de Janeiro, RJ), com obras que se relacionam tanto com o universo da moda quanto com o cotidiano urbano e paisagens do Nordeste.

A Carmo Johnson Projects leva para o pavilhão Roney George (Itapetinga, BA), Kassia Borges (Goiânia, GO), o coletivo Mahku (Jordão, AC) e Nara Guichon (Santa Maria, RS), formando um conjunto que abrange práticas indígenas, experimentações materiais e olhares sobre diferentes territórios brasileiros.

Já a galeria FASAM apresenta quatro artistas de São Paulo e Fortaleza: Simone Fontana Reis, Amira Rodrigues, Anna Paes (todas de São Paulo, SP) e Aryane Siebra (Fortaleza, CE), enfatizando abordagens variadas dentro da produção contemporânea dessas cidades.

Na Lica Pedrosa, as obras de Karina Walter (Joinville, SC), Juliana Bernabó (Rio de Janeiro, RJ) e Michele Milan (São Paulo, SP) reforçam a presença do Sul e do Sudeste na construção desse panorama manual e material.

Diversidade regional em foco

A galeria Eduardo Fernandes participa com a artista Renata Egreja (Ipaussu, SP), trazendo sua investigação pictórica para o contexto da feira.

Na galeria CHRISTAL, o programa inclui obras de Marcelo Amorim (Goiânia, GO), Monica Barbosa (Teresina, PI) e Camila Leite (São Paulo, SP), compondo um recorte que atravessa Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

A galeria Andrea Rehder apresenta trabalhos de Manuella Karmann (Olímpia, SP), Antônio Pulquerio (Campos Sales, CE) e Alessandra Rehder (São Paulo, SP), aproximando diferentes procedimentos e narrativas pessoais.

Já a CAVE reúne quatro artistas com forte ligação com o Nordeste: Bárbara Banida (Fortaleza, CE), Telma Gadelha (Salvador, BA), Gi Monteiro (Fortaleza, CE) e Jane Batista (Piripiri, PI), compondo um painel de pesquisas que dialogam com o tecido social e cultural dessas cidades.

Estrutura da feira e parceria institucional

A ArtRio 2025 conta com patrocínio Master do BB Asset, patrocínio da PRIO, cerveja Stella Pure Gold e VIVO. A feira tem apoio de IBMEC | Instituto Yduqs e SAUER. O Fairmont Rio de Janeiro Copacabana é o hotel oficial do evento e o Shopping Leblon é o shopping oficial.

O evento tem patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura. A ArtRio é realizada pela Dream Factory, consolidando a feira como um dos principais encontros da arte contemporânea no país.

Serviço


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