Inspirada em Italo Calvino, Cidades Invisíveis estreia dia 24 de abril no Teatro Arthur Azevedo, com entrada gratuita e linguagem de palhaçaria.
Um ambulante que carrega um cinematógrafo nas costas encontra o poderoso imperador da Mongólia num picadeiro mambembe. É assim que o diretor Marcelo Romagnoli reconta, em chave farsesca, o clássico de Italo Calvino — escritor italiano e Prêmio Nobel (1926–1985) — no espetáculo Cidades Invisíveis, que estreia em 24 de abril de 2026, no Teatro Arthur Azevedo, em São Paulo, com ingressos gratuitos.
Marco Polo ambulante e Kublai Khan no circo-teatro
Na montagem, Marco Polo — interpretado pelo artista pernambucano Gúryva Portela — não é o aristocrático viajante do livro original. Ele é um vendedor ambulante que exibe imagens das cidades visitadas por meio de um cinematógrafo portátil. Diante dele, o antigo imperador mongol Kublai Khan, vivido por Claudio Carneiro, ouve cada relato com atenção e desconfiança.
A encenação faz uma ponte entre os desertos orientais e um Brasil profundo. O espaço cênico funciona como um picadeiro de circo-teatro, onde a palhaçaria e o metateatro se combinam para criar uma experiência acessível a qualquer idade.
Elenco com raízes no circo e no teatro popular
Claudio Carneiro tem larga vivência na palhaçaria e atuou por 15 anos no Cirque du Soleil. Gúryva Portela é referência no teatro popular do Nordeste. Juntos, os dois constroem um espetáculo que equilibra humor e poesia, filosofia e brincadeira.
Música, cenografia e projeções formam uma estética única
A trilha sonora é criação original da compositora e rabequeira Renata Rosa, que entrelaça sonoridades do deserto tuaregue com a raiz do nordeste brasileiro. A cenografia de Zé Valdir Albuquerque situa a ação em paisagens de areia enquanto mantém o ambiente rústico e circense do picadeiro mambembe.
As projeções em vídeo, assinadas pelo coletivo Um Cafofo (André Grynwask e Pri Argoud), remetem ao cinema mudo e mostram as vilas fantásticas que Marco Polo teria visitado na Idade Média. A iluminação é de Rodrigo Bella Dona, e o figurino é assinado por Silvana Marcondes.
A voz do diretor
Cidades Invisíveis é um espetáculo popular que amplia a potência da imaginação e que coloca diante de nós algumas chaves para viver em sociedade. O livro, publicado em 1972, surpreende porque as cidades não tratam de um conceito físico, mas de uma simbologia da experiência humana.
Marcelo Romagnoli, diretor
Em tempos de excesso de imagens prontas, a peça convida o espectador a construir cidades dentro de si. Porque, como sugere Calvino, toda cidade é feita menos de pedra e mais de olhar.
Realização e fomento
O projeto é uma realização da Cia Vúrdon de Teatro Itinerante e foi contemplado pelo Edital ProAC nº 22/2024 — Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro Inédito, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.
Serviço
- Espetáculo: Cidades Invisíveis — livremente inspirado na obra de Italo Calvino
- Ensaio aberto: 23 de abril de 2026 (quinta-feira), às 20h
- Estreia: 24 de abril de 2026 (sexta-feira), às 20h
- Temporada: 24 de abril a 10 de maio de 2026
- Horários: Sextas e sábados, às 20h | Domingos, às 19h
- Ingressos: Gratuitos — retirados na bilheteria 1 hora antes das sessões
- Duração: 60 minutos
- Classificação: Livre (para todas as idades)
- Gênero: Comédia dramática
- Local: Teatro Arthur Azevedo — Av. Paes de Barros, 955, Alto da Mooca, São Paulo/SP
- Capacidade: 349 lugares | Acessibilidade: Sim
- Telefone: (11) 2604-5558
- Teatro nas redes: @teatroarthurazevedosp
- Peça nas redes: @cidadesinvisiveispeca



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