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Escultura e performance reativam memórias ancestrais no Rio

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A riqueza visual e histórica do Norte do país ganha novos desdobramentos com uma palestra e uma performance focadas no protagonismo feminino e na ancestralidade pré-colonial.

O universo simbólico das culturas arqueológicas da Amazônia ganha vida no trabalho da artista paraense Cristiane Martins, que utiliza porcelana fria, urucum, folhas de ouro e fibras naturais para conectar tradição e criação contemporânea. Integrante da mostra em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), a artista protagoniza um encontro focado no estudo das formas ancestrais e na afirmação da identidade matriarcal.

Há dois recortes de tempo na performance: As Revoltosas, que são mulheres ancestrais, e esses objetos contemporâneos, das famílias atuais e suas linhagens matriarcais.

Escultura e performance reativam memórias ancestrais no Rio
Foto: Ana Paula Amorim / Divulgação

A reativação da memória material amazônica

Na palestra agendada para 31 de outubro de 2026, a curadora Sissa Aneleh e a artista debatem o processo criativo por trás da instalação As Revoltosas. A apresentação aborda o percurso da cerâmica ancestral até a escultura contemporânea, destacando como a cultura material pré-colonial funciona como ferramenta de experimentação artística, design decolonial e pertencimento.

Logo após o debate, a rotunda do espaço cultural recebe a performance Cirandas Matriarcais. A ação realizada por Cristiane Martins e uma convidada traz personagens caracterizadas com vestimentas e cabeças e máscaras escultóricas, que interagem diretamente com objetos biográficos de mulheres contemporâneas, estabelecendo uma ponte entre o passado e o presente.

Um panorama das artes visuais do Norte

Idealizada pelo Museu das Mulheres e com curadoria de Sissa Aneleh, a exposição Amazônicas: poéticas femininas reúne 80 obras de 21 artistas contemporâneas. A mostra ocupa o segundo andar do local e traça um panorama do trabalho produzido por mulheres na região desde a década de 1970 até os dias de hoje, cobrindo linguagens como pintura, fotografia, escultura, gravura, videoarte e arte digital.

Dividida em quatro eixos temáticos — Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas —, a seleção aborda questões de gênero, diversidade, regionalismo e artivismo. O projeto conta ainda com recursos de acessibilidade, além do Espaço Petrobras Amazônicas, ambiente imersivo que utiliza realidade aumentada e realidade virtual.

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