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Oficinas infantis na Casa Roberto Marinho reúnem arte e histórias

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A experiência criativa ganha espaço no Cosme Velho com as oficinas infantis na Casa Roberto Marinho, promovendo ateliês práticos de artes visuais e contação de histórias no jardim ao longo dos fins de semana de novembro.

Enquanto se prepara para abrir ao público a exposição Guardar: Coleção Marcia e Luiz Chrysostomo, com curadoria de Paulo Venancio Filho, o centro cultural convida crianças e famílias a explorarem conceitos de forma, linha, espaço e cor. A proposta pedagógica aproxima o público jovem do universo do colecionismo e das transformações artísticas por meio da experimentação prática.

Oficinas infantis na Casa Roberto Marinho reúnem arte e histórias
Foto: Divulgação

Atividades lúdicas e oficinas infantis na Casa Roberto Marinho

Os Ateliês de Arte contam com mediação da equipe de Educação da Casa Roberto Marinho e oferecem vagas limitadas a dez participantes por sessão. Nos dias 7 e 8 de novembro de 2026, a oficina intitulada Dar forma ao ar propõe aos pequenos a criação de estruturas tridimensionais com papel, dobraduras e linhas, investigando a relação entre a geometria e o espaço tridimensional. A condução é dos educadores Lucas Maia e Larissa Moraes.

Já no segundo final de semana, nos dias 14 e 15 de novembro de 2026, a oficina Acumular, até virar outro traz um olhar curioso sobre a ressignificação de itens cotidianos. Sob a orientação de Isaddora Barbosa, Caio Araújo, Lucas Maia e Larissa Moraes, as crianças experimentam a repetição e o acúmulo de réguas, lápis e canetas para gerar novas esculturas e arranjos geométricos.

A partir de conceitos como forma, linha, espaço e cor, os ateliês estimulam a observação e a criatividade, além de introduzir reflexões sobre o colecionismo e as transformações dos objetos.

Contação de histórias e fábulas no jardim do Cosme Velho

As manhãs de sábado reservam um encontro especial com a tradição oral no jardim projetado por Burle Marx. A Cia do Solo, duo formado pelos atores e contadores de histórias Gabriel Sant’Anna e Martha Paiva, apresenta espetáculos baseados em seus 13 anos de trajetória artística, mesclando lendas, cantigas, poesias e parlendas.

No dia 7 de novembro de 2026, às 11h, a apresentação Histórias de Passarinhos traz duas narrativas indígenas: A lenda do Uirapuru, que acompanha a corajosa Maíra em seu encontro com uma feiticeira após salvar uma capivara, e A lenda do João de Barro, focado no sentimento de amor do primeiro casal de pássaros em uma aldeia guarani.

Na semana seguinte, em 14 de novembro de 2026, também às 11h, o grupo encena a sessão Fábulas. O repertório reúne três contos estrelados por animais — Por que a girafa não tem voz?, O sapo e o boi e O olho do hipopótamo —, abordando de maneira bem-humorada temas humanos como o excesso de fala, a vaidade e a impaciência.

Patrimônio cultural e acervo do Instituto Casa Roberto Marinho

Inaugurada em 28 de abril de 2018 como um instituto cultural sem fins lucrativos no Cosme Velho, a instituição foi construída com recursos próprios da família, sem utilização de leis de isenção fiscal. Sob a direção do arquiteto, antropólogo e curador Lauro Cavalcanti, o espaço se consolidou como um centro ativo de referência em arte brasileira.

O acervo reunido ao longo de seis décadas pelo jornalista Roberto Marinho (1904-2003) soma cerca de 1.400 obras cadastradas, com ênfase no modernismo brasileiro dos anos 1930 e 1940 e na abstração informal da década de 1950. Entre as pinturas, esculturas, gravuras e desenhos, figuram também criações de mestres internacionais como Marc Chagall (1887-1985) e Salvador Dalí (1904-1989).

Com mais de 1.200m² de área expositiva, a sede conta com sala de cinema, cafeteria e livraria especializada. Sua área externa se integra à vegetação tropical nativa, funcionando como uma extensão da própria Floresta da Tijuca.

Serviço


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