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Osesp revisita o cinema brasileiro em concerto com trilhas icônicas

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Trilhas que marcaram o cinema brasileiro voltam ao palco em versão sinfônica, costurando décadas de história em um espetáculo que combina música, atuação e imagens.

Entre 13 e 15 de agosto, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp ocupa a Sala São Paulo com o concerto “Osesp celebra: Cinema brasileiro”. Sob regência de Wagner Polistchuk, o programa reúne trilhas de filmes que atravessam diferentes períodos da produção nacional, com participações de Aílton Graça, Júlia Sanchez e Rodrigo Mancusi. Os ingressos têm preço único de R$ 50.

“Talvez esse seja o maior legado deste projeto: devolver à vida obras fundamentais da história do cinema brasileiro para que possam voltar a ser ouvidas em concerto”

O repertório segue um percurso cronológico que revela mudanças estéticas, sociais e políticas do país. A seleção passa por títulos como Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Central do Brasil (1998), Lisbela e o Prisioneiro (2003) e Ainda Estou Aqui (2024), entre outros, destacando como suas trilhas ajudaram a construir imagens e sensibilidades do Brasil ao longo do tempo.

Quando a partitura precisa ser reconstruída

Segundo Polistchuk, parte significativa do trabalho envolveu recuperar materiais que não estavam preservados. Muitas partituras precisaram ser reconstituídas para viabilizar a execução ao vivo. O projeto contou com transcrições e arranjos de Rafael Rocha, Rodrigo Morte, Gilson Santos e Paulo Galvão Filho, além da colaboração direta de compositores como Sérgio Campelo e Mateus Alves em versões orquestrais de suas obras.

A proposta também incorpora elementos cênicos. Durante a apresentação, trechos de filmes são projetados enquanto um cinegrafista registra a performance em tempo real, criando uma camada de metalinguagem. Entre as peças, os atores conduzem a narrativa, conectando as obras e ampliando o contexto histórico das trilhas.

Do cinema mudo aos sucessos recentes

O programa inclui composições que vão de produções dos anos 1930 até lançamentos contemporâneos. Entre os destaques estão obras associadas a O Cangaceiro (1953), Rio 40 Graus (1955), Bye Bye Brasil (1979), Cidade de Deus (2002) e Bacurau (2019), além de temas populares como “Mulher Rendeira”, “A Luz de Tieta” e “Preciso me Encontrar”.

A estrutura do concerto alterna blocos instrumentais e vocais, com participação do Coro Acadêmico da Osesp e do Coro Madrigal da Escola Municipal de Música de São Paulo. A dramaturgia é assinada por Gabriela Lemos, com direção geral de Tatiana Polistchuk.

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