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Sesc RJ e Serrapilheira unem ciência, música e poesia no Centro

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Geologia, biologia e meteorologia encontram música e poesia em três encontros gratuitos que propõem novas formas de olhar para a ciência e a criação artística no Centro do Rio.

O Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS) e o Instituto Serrapilheira promovem a série “Ciência em estado de arte”, formada por três encontros entre cientistas e artistas. A programação acontece entre 24 de setembro e 19 de novembro, na área externa da galeria VÃO, espaço dedicado às intersecções entre arte e ciência.

As conversas reúnem pesquisas científicas, criação artística, apresentações musicais e performances poéticas. A mediação será da poeta e performer Natasha Felix, que leva a literatura e a poesia para o centro dos diálogos.

“As conversas são entremeadas por apresentações musicais e performances poéticas, em uma dinâmica que busca ampliar as possibilidades de divulgação científica e estimular o pensamento crítico.”

A Terra, as plantas e as nuvens entram em cena

O primeiro encontro, “Plantas, memória e a história da Terra”, acontece em 24 de setembro, a partir das 18h. A geóloga Adriana Alves, professora da USP, conversa com o músico, pesquisador e filósofo Tiganá Santana. A proposta aproxima geologia, plantas, ancestralidade e pensamento afrodiaspórico para discutir outras maneiras de compreender a vida e a história profunda do planeta.

Sesc RJ e Serrapilheira unem ciência, música e poesia no Centro
Foto: José de Holanda

Adriana Alves pesquisa o evento vulcânico ligado à separação entre América do Sul e África e usa sedimentos para reconstruir a história da Terra. Tiganá Santana é referência nos estudos africanos bantu no Brasil.

Em 29 de outubro, o segundo encontro parte de uma pergunta direta: “Como morre uma árvore?”. A bióloga e professora da Ufopa Deliane Penha, pesquisadora da vulnerabilidade de árvores da floresta tropical do Tapajós, se junta à cantora, compositora e instrumentista Josyara para conversar sobre inteligência, adaptação, vulnerabilidade, vida e morte no mundo vegetal.

Quando a pesquisa também nasce de paixões

O encerramento será em 19 de novembro, com “Cabeça nas nuvens”. O meteorologista Micael Cecchini e o cantor e compositor Muato, ambos ligados ao violão clássico, discutem as aproximações entre a pesquisa científica e a experimentação musical.

Cecchini investiga a formação das nuvens e sua influência no regime de chuvas da Amazônia. A curadoria também se volta às afinidades pessoais dos convidados, que vão além de suas trajetórias profissionais.

“Assim como a arte, a ciência é feita também de material humano, movida por paixões e produzida no limite da incerteza.”

Segundo Natasha Felizi, diretora de Jornalismo e Mídia do Instituto Serrapilheira, Tiganá Santana cresceu próximo de geólogos, profissão de seu pai. Já Micael Cecchini, além de meteorologista e pesquisador das nuvens da Amazônia, é apaixonado e estuda violão clássico.

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Foto: Serrapilheira

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