Duas estreias absolutas e um ensaio aberto gratuito: a São Paulo Companhia de Dança ocupa a Estação Motiva Cultural nos dias 3 e 4 de março com obras que reinventam a dança brasileira.
Três obras, uma noite
No dia 4 de março (quarta-feira), às 20h30, a SPCD apresenta um programa com três criações nacionais: Casa Flutuante, de Beatriz Hack; e as estreias mundiais de ATÔMICO, de Sérgio Galdino, e play!ground, de Letícia Forattini. Os ingressos custam R$ 25 (meia-entrada) e R$ 50 (inteira), disponíveis em https://bit.ly/4qKuvta
Na véspera, no dia 3 de março (terça-feira), às 20h, o público pode acompanhar um ensaio aberto gratuito — uma janela rara para os bastidores do processo criativo da Companhia. Os ingressos estarão disponíveis a partir de 28 de fevereiro em https://bit.ly/4b04mSo
O Ateliê de Criação
As duas estreias nascem do Ateliê de Criação, iniciativa da SPCD que seleciona coreógrafos brasileiros via edital para pesquisar e experimentar em dança. O projeto expande o repertório da Companhia ao incorporar novas perspectivas estéticas, fortalecendo o diálogo entre diferentes trajetórias da criação contemporânea no Brasil.
“O Ateliê de Criação reafirma o compromisso da São Paulo Companhia de Dança com o presente e o futuro da dança brasileira. Ao abrir espaço para diferentes vozes e trajetórias, estimulamos a experimentação e o diálogo entre tradição e contemporaneidade. As obras revelam a potência do corpo, encontro e invenção, fortalecendo a cena artística e ampliando as possibilidades de criação dentro da Companhia.” — Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança
ATÔMICO: o nordeste como epicentro
ATÔMICO, de Sérgio Galdino, é uma imersão na efervescência cultural nordestina. A obra nasce do universo do maracatu de baque virado e se expande em camadas sonoras que dialogam com a música eletrônica. A “fusão atômica” transita pelo manguebeat, o rock sujo, o hip-hop e a pulsação eletrônica.
O corpo, aqui, torna-se antena: capta, absorve e irradia a contaminação rítmica. É um grito de identidade que é, ao mesmo tempo, moderno e profundamente enraizado na resistência de um povo multicultural. A trajetória de Galdino articula saberes da cultura popular e da dança contemporânea, fazendo essas referências se encontrarem no movimento.
play!ground: o chão como espaço de voo
play!ground, de Letícia Forattini, é um território aberto às possibilidades de movimento e ao encontro entre os corpos. Inspirada nas salas de ensaio e nos processos criativos, a obra evoca a liberdade inerente à criação — como em um playground. Com sonoridade brasileira, a coreografia celebra a dança contemporânea em diálogo com nossa cultura.
A dança é chão: oferece segurança e, ao mesmo tempo, espaço para voo e transcendência. Forattini transita entre o rigor técnico do balé clássico e a liberdade investigativa da dança contemporânea. Em play!ground, essa experiência se traduz em uma escrita coreográfica que valoriza tanto a precisão quanto a escuta do corpo em relação ao outro, ao espaço e ao som.
Casa Flutuante: impermanências em cena
Casa Flutuante, criada por Beatriz Hack, já integra o repertório da SPCD. A obra revela diferentes conceitos de “casa” e suas impermanências. Conduzido por uma trilha sonora eclética, o elenco flutua entre movimentos desenvolvidos a partir da experiência pessoal de cada intérprete. Os movimentos individuais e de grupo exploram as relações humanas e interpessoais.
Serviço
Ensaio aberto: 3 de março (terça-feira), às 20h — entrada gratuita
Ingressos disponíveis a partir de 28 de fevereiro em https://bit.ly/4b04mSo
Espetáculo: 4 de março (quarta-feira), às 20h30
Ingressos: R$ 25 (meia-entrada) e R$ 50 (inteira) em https://bit.ly/4qKuvta
Local: Estação Motiva Cultural — Praça Júlio Prestes, 16 — Campos Elíseos, São Paulo
Classificação: Livre
Fichas Técnicas
Casa Flutuante (2024) Coreografia: Beatriz Hack Músicas: Boi nº1, Foli Griô Orquestra com Cacau Amaral; Nordavindens Klagesang, de Vàli; Giardini Di Boboli, de Manos Milonakis feat. Jacob David e Grégoire Blanc; Encruzilhada, de Tulio; e Marie, de Cristobal Tapia De Veer — mixagem por Renan Lemos Figurinos: Balletto
ATÔMICO (2026) Direção Artística: Inês Bogéa Codireção: Milton Coatti Coreografia: Sérgio Galdino Músicas: Femme Fatale, de Travis Lake; Quilombo Groove, de Chico Science; Risoflora, de Chico Science; Subúrbio Soul, de DJ Dolores; Côco Dub, de Chico Science e Lúcio Maia; Samba Makossa, de Chico Science; e Maracatu Atômico, de Jorge Mautner e Nelson Jacobina Figurino: Cássio Brasil Iluminação: Mirella Brandi
play!ground (2026) Direção Artística: Inês Bogéa Codireção: Milton Coatti Coreografia: Letícia Forattini Músicas: Senhor Carangeju, de Xique-Xique; Return to Oneness, de Kev Thompson; Margin, de Abstract Aprils; Espelho Prata, de Kurup Figurino: Cássio Brasil Iluminação: Mirella Brandi
Foto: Iari Davies

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