Com uma trajetória que rompeu fronteiras na década de 1980 e colocou o Brasil em destaque no circuito mundial, a ex-atleta Niege Dias recebe tributo oficial pelo pioneirismo e conquistas que moldaram o tênis feminino nacional.
A reverência celebra a trajetória da profissional que alcançou a 31ª colocação da WTA em 1989, figurando historicamente logo atrás de lendas como Maria Esther Bueno e Bia Haddad Maia entre as melhores pontuações femininas do país. O tributo integra a programação oficial do torneio WTA no Parque Villa-Lobos, dando continuidade à tradição iniciada em 2025 com o resgate da memória esportiva brasileira.
Celebrar essas atletas é também contar a história do nosso esporte e mostrar às novas gerações a importância de quem veio antes.
Com conquistas que começaram ainda nas categorias de base, a gaúcha construiu carreira expressiva nos torneios internacionais ao vencer o Barcelona Ladies Open na Espanha em 1988, o Rainha Open em território paulista, além de levantar taças profissionais em Matsuyama e Kyoto, no Japão. O desempenho em alto rendimento também levou a brasileira às quartas de final de palcos tradicionais como Roma e Berlim.

Precocidade e hegemonia nacional
No cenário interno, a ex-atleta tornou-se tetracampeã brasileira adulta. O primeiro troféu nacional veio em 1980, quando tinha apenas 13 anos, estabelecendo a marca de mais jovem campeã brasileira adulta registrada pela modalidade. A hegemonia se confirmou nos anos seguintes com novos títulos conquistados em sequência entre 1985, 1986 e 1987.
Antes da transição ao profissionalismo adulto, Niege Dias já acumulava resultados internacionais expressivos: foi vice-campeã do tradicional Orange Bowl em 1978 e 1980, bicampeã sul-americana juvenil e atingiu o 5º lugar no ranking mundial juvenil da Federação Internacional de Tênis (ITF) em 1984, ano em que alcançou as quartas de final nas chaves juvenis de Roland Garros e Wimbledon.
A contribuição ao esporte seguiu após a aposentadoria das quadras com a atuação como técnica. Como capitã de equipes nacionais em cinco edições de campeonatos sul-americanos, garantiu a classificação do Brasil para cinco Mundiais, alcançando o quarto lugar com a seleção feminina de 14 anos.

Estrelas internacionais e nova geração em quadra
O palco da celebração reúne nomes consagrados e promessas do circuito internacional. A chave principal confirmou a presença da canadense Leylah Fernandez, finalista do US Open em 2021, e da espanhola Paula Badosa, ex-número 2 do ranking mundial. Entre as representantes brasileiras na disputa de simples estão Laura Pigossi, Carol Meligeni e as jovens Victoria Barros e Nauhany Silva, que figuram no top 10 do ranking juvenil mundial. Nas duplas, a medalhista olímpica Luísa Stefani entra como destaque.
A realização do torneio na capital paulista consolida o calendário esportivo da cidade, unindo a celebração do passado pioneiro à disputa dos pontos na elite da WTA.
Serviço
- Evento: SP Open 2026
- Período: 12 a 20 de setembro
- Local: Parque Villa-Lobos, São Paulo
- Ingressos: Disponíveis na plataforma Eventim
