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Anna Bella Geiger leva corpo e cartografia ao Morro da Urca

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Anna Bella Geiger colocou corpo, território e cartografia no centro de um encontro no Morro da Urca, onde sua obra orienta a edição 2026 do Projeto Maravilha.

No Dia Nacional das Artes, celebrado nesta quarta-feira (12), a artista participou de um bate-papo com o curador Ulisses Carrilho no Espaço Maria Ercília, no Parque Bondinho Pão de Açúcar®. A conversa percorreu questões que atravessam sua produção e sua relação com o espaço, a paisagem e as estruturas de poder.

O encontro ocorreu entre os totens da exposição Anna Bella Geiger: um corpo no espaço, em cartaz até a próxima segunda-feira (17). A mostra aproxima arte, território, corpo, cartografia e paisagem e amplia o contato do público com diferentes momentos e procedimentos da artista.

“Quando Anna Bella coloca o próprio corpo em cena, trata-se menos de uma narrativa pessoal e mais de um método de investigação.”

Mapas deixam de ser neutros

Desde os anos 1950, Anna Bella Geiger desenvolve uma investigação sobre o espaço que ultrapassa a ideia de geografia. Em gravura, pintura, vídeo, fotografia, instalação e ensino, a artista trata mapas como dispositivos de poder e o corpo como instrumento de pensamento atravessado por questões históricas, políticas e culturais.

Para Carrilho, a presença do corpo em sua obra não se encerra em uma dimensão autobiográfica. “É um corpo situado, que opera como ferramenta para pensar o mundo, a linguagem e as estruturas de poder”, afirma o curador.

A exposição é organizada em macrotemas independentes, entre eles Alienígena, Máquina, Animal, Radical e Humor. Sem ordem cronológica, a curadoria propõe relações contínuas entre imagens, gestos e procedimentos.

Imagens que se deslocam pelo espaço

Em vez de concentrar-se apenas em obras originais, a montagem trabalha com repetição, deslocamento e circulação de imagens. Parte delas retorna como superfícies ampliadas, com caráter gráfico, rítmico e serial.

“Há algo de pop nesse gesto — um humor sutil, uma leveza crítica — que evidencia o interesse constante da artista por testar suportes, tensionar linguagens e dialogar com as transformações técnicas e culturais de seu tempo”, observa Carrilho.

Anna Bella Geiger integra também o Bosque das Artes com a obra Typus Terra Incognita. A programação faz parte do Projeto Maravilha – Ícones na paisagem (Pronac 2414127), iniciativa da A-PONTE, realizada pela LPC Produções e viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de China National Petroleum Corporation – CNPC Brasil, Cescon Barrieu Advogados e BMA Advogados, além do apoio do Parque Bondinho Pão de Açúcar®.

Oficinas encerram programação educativa

O Programa Educativo do projeto segue até sábado (15), com atividades para crianças, jovens e adultos inspiradas nos conceitos e referências presentes na exposição.

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