Animais resgatados e acolhidos participam de uma jornada de convivência e troca de afeto com pessoas atendidas por instituição de apoio visual na capital paulista.
A troca de afeto e a superação de barreiras ganharam um novo capítulo com a chegada de quatro cães à sede da Fundação Dorina Nowill para Cegos, localizada em São Paulo. A iniciativa faz parte do projeto Love que Cuida, desenvolvido em parceria entre o Instituto Caramelo e a Petlove, com o propósito de aproximar animais reabilitados de pessoas atendidas por instituições sociais.
Quando um animal marcado pelo desamparo se torna suporte emocional para uma criança, ambos se curam.
O encontro realizado nesta segunda-feira (24) retribuiu uma visita iniciada no dia 24 de julho, ocasião em que cerca de 20 crianças e jovens atendidos pela fundação foram até a sede da ONG, em Ribeirão Pires. Desta vez, os cães Caramelo, Murakami, Mingau e Serena estiveram no espaço da instituição para proporcionar uma experiência sensorial e de aproximação mútua.

O retorno de uma história com final feliz
Entre os animais participantes, a trajetória da cadela Serena ilustra o impacto a longo prazo do acolhimento. Anteriormente chamada de Beatrice, ela esteve presente em uma edição do projeto realizada na TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), em maio, enquanto ainda aguardava tutela. Após ser adotada, ela foi cedida temporariamente por sua nova família para integrar a visita.
A diretora executiva do Instituto Caramelo, Yohanna Perlman, destaca que o projeto nasceu para conectar vivências semelhantes. Segundo a gestora, os animais acolhidos após situações de vulnerabilidade encontram nessas visitas uma oportunidade real de criar vínculos e oferecer apoio emocional.

Conexões terapêuticas em diferentes frentes
Ao longo de 2026, o programa passou também pelo GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), promovendo momentos de convivência entre cães e pacientes em tratamento oncológico. A dinâmica busca dar visibilidade a cães idosos, com deficiência e sem raça definida (SRDs), que costumam ter menor procura para adoção.
De acordo com Bruno Junqueira, vice-presidente de Pessoas, ESG e Comunicação Institucional da Petlove, a iniciativa inverte ciclos de abandono ao colocar o animal como suporte de acolhimento para o ser humano, promovendo dignidade aos pets e momentos de bem-estar aos participantes atendidos.
