A verde e branco de Ramos escolheu o hino que defenderá na Marquês de Sapucaí após uma disputa que mobilizou 27 parcerias e culminou na vitória do grupo liderado pelo compositor Me Leva.
O anúncio feito pela presidente Catia Drumond na quadra de ensaios consagrou a composição assinada por Me Leva, Thiago Meiners, Gabriel Coelho, Herval Neto, Bernardo Nobre e Guilherme Macedo. O resultado foi proclamado diante do público que lotou o espaço na Zona da Leopoldina após a apresentação dos três sambas finalistas.
Temos um samba à altura da força de nosso enredo, para fechar a segunda-feira embalados por Dona Júlia.

O mistério e a coroação no enredo
Desenvolvida pelo carnavalesco Leandro Vieira, a narrativa da agremiação para 2027 explora o enredo “A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia”. A letra campeã mergulha nos mistérios de cortejos reais e rituais sagrados, costurando elementos de tradições religiosas com a figura mística de uma boneca sagrada resguardada nas raízes do Xambá.
Com passagens que citam o baque virado, saudações a divindades e elementos ritualísticos, os versos evocam a força popular para conquistar a avenida:
OYÁ OYÁ… Ê LARI Ô OYÁ BALÉ / QUE MEU OGÃ EVOQUE UM PONTO DE MACUMBA / PRA GANHAR A RUA A IMPERATRIZ DO CANDOMBLÉ

Show de segmentos e corrida pelo décimo título
A celebração começou com apresentações de obras antológicas conduzidas pela bateria Swing da Leopoldina sob o comando de Mestre Lolo, pelo intérprete Pitty de Menezes e pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Miranda e Bruna Santos. A produção artística dos segmentos teve concepção de Felipe Nascimento.
Na busca pelo seu décimo campeonato, a Imperatriz Leopoldinense será a quarta escola a pisar no sambódromo no encerramento da segunda-feira de Carnaval, marcada para 08 de fevereiro.

Serviço
- Desfile oficial: Segunda-feira de Carnaval, 08 de fevereiro de 2027 (4ª escola da noite)
- Enredo: “A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia”
- Carnavalesco: Leandro Vieira
- Autores do samba: Me Leva, Thiago Meiners, Gabriel Coelho, Herval Neto, Bernardo Nobre e Guilherme Macedo
IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE – 2027
É BAQUE VIRADO DO CONGO, CORTEJO DE COROAÇÃO
ESSA LOA TRAZ MISTÉRIOS DE UMA HISTÓRIA FEITA À MÃO
DESDE O TEMPO QUE OURO É MARFIM
A NOBREZA NASCEU EM MIM
E DESFILA O SEU ESPLENDOR
LÁ NO RECIFE QUANDO A CORTE INVADE A RUA
ABRE CAMINHO PRA FALAR DE DONA JÚLIA
DONA SANTA SUBIU PRO ORUN, A CALUNGA INCORPOROU
TEM MISTÉRIO A MANDINGA QUE SEU FILHO ASSENTOU
Ô BABÁ… NA IMBUIA, O EGUN DA RAINHA
EPA BABÁ…. NA MADEIRA, O ORI DE OXALÁ
AO PARTIR SEU PAI DE SANTO FOI GUARDADA EM DESENCANTO
ONDE A VIDA VIRA CONTO, QUEM SUMIU, SE FEZ ACHAR
NAS TRADIÇÕES DO XAMBÁ, RETORNA SEU ILÊ
E O RITUAL VAI NOVAMENTE COMEÇAR
É GALINHA D´ANGOLA, FARINHA, É SANGUE NO COURO
SASSANHA PRA FOLHA DE BOLDO
COPO D´ÁGUA, FUMAÇA E ACAÇÁ
FORAM TRÊS DIAS DE RESGUARDO NO RONCÓ
FEITIÇO QUE CORTA NÓ PRA BONECA REENCANTAR
DAMA DO PAÇO LEVOU PRO BAQUE DAS ONDAS
PARTIU DO PINA UM CORTEJO A DESFILAR
E NUM SILÊNCIO QUE TUDO DIZIA
OS TAMBORES CANTARIAM POR QUEM FOI, MAS VAI VOLTAR
MEIA NOITE, MEIA NOITE… EU VI A TERRA TREMER
SENHORA DÁ PASSAGEM PRO POVO DO ORUN DESCER
(SENHORA DÁ PASSAGEM PRO POVO DESCER PRO AYÊ)
OYÁ OYÁ… Ê LARI Ô OYÁ BALÉ
OYÁ OYÁ… Ê LARI Ô OYÁ BALÉ
QUE MEU OGÃ EVOQUE UM PONTO DE MACUMBA
PRA GANHAR A RUA A IMPERATRIZ DO CANDOMBLÉ



