A Unidos de Padre Miguel revelou o figurino da Ala 11 para o Carnaval 2027, trazendo para a Sapucaí o mito iorubá da transformação de Oquerê em uma grande muralha de pedra que tentou deter as águas de Iemanjá.
A Unidos de Padre Miguel apresentou mais uma fantasia que fará parte de seu desfile no Carnaval 2027. Intitulada “Oquê: a pedra no caminho das águas”, a Ala 11 levará para a Avenida um episódio da mitologia iorubá que retrata a tentativa de Oquerê de impedir a passagem das águas de Iemanjá.
Tomado pela soberba e inconformado com a partida de Yemanjá, Oquerê transforma-se em Oquê, uma imensa montanha, utilizando o próprio corpo para bloquear o caminho das águas.

A estética da montanha e a força das águas
Segundo a narrativa, a recusa de Oquerê em aceitar a partida da Rainha do Mar culmina em sua metamorfose em rocha, aprisionando a divindade ao pé do morro. A fantasia traduz esse momento por meio de uma composição marcada pela imponência e pela verticalidade.
Placas rígidas em tons terrosos envolvem os componentes, formando uma grande estrutura que remete à muralha de pedra erguida por Oquê. Na parte superior, uma faixa azul simboliza as águas que tentam seguir seu curso, mesmo diante do obstáculo. A escola reforçará o impacto visual com uma ala maquiada, dando vida à tensão da história.

Simbolismo e celebração da ancestralidade
A vestimenta simboliza a arrogância e o desrespeito diante da força das águas. Oquê surge como um obstáculo à liberdade de Yemanjá, enquanto a presença de Oxum reforça a importância das duas divindades na construção do enredo.
Na Marquês de Sapucaí, a agremiação levará à pista o enredo “Yèyé Omó Ejá – A Coroação das Rainhas das Águas”, que mergulha na ancestralidade e na tradição oral iorubá para exaltar a força, a história e a representatividade de Yemanjá e Oxum.

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